10 coisas que todo hotel brasileiro deveria oferecer
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10 coisas que todo hotel brasileiro deveria oferecer

Fabio Vendrame

18 Março 2014 | 02h10

Geladeira: ‘Alô, hoteleiros: existem luzes frias de cor amarela’ – Foto: Ricardo Freire/Estadão

Há um ano e meio venho viajando de maneira intensiva pelo Brasil. Anotei alguns itens de que tenho sentido falta nos hotéis:

1. Luz amarela. Está cada vez mais difícil encontrar hotéis cujos apartamentos não sejam iluminados como o interior de uma geladeira. Alô, hoteleiros: existem luzes frias de cor amarela que gastam tão pouca energia quanto as brancas (tenho cogitado levar meus próprios bulbos amarelos nas viagens).

2. Luz indireta. Basta um abajur ou uma arandela instalados no quarto para satisfazer aos chatos que prezam a iluminação indireta nos ambientes (presente!).


3. Mesa de trabalho. Esta é para os hotéis três-estrelas: enquanto não oferecem pelo menos um balcãozinho e uma cadeira com encosto, os viajantes a trabalho continuarão preferindo os Ibis e seus clones.

4. Wi-Fi grátis. Já é ponto pacífico, certo? Cobrar pelo Wi-Fi hoje em dia é como cobrar à parte, por exemplo, pelo chuveiro quente.

5. Wi-Fi multiaparelho. E não adianta aquela senha que só serve em um aparelho. Muitas pessoas precisam de internet no computador (ou tablet) e no celular.

6. Frutas da estação. A julgar pelos bufês de café da manhã, o Brasil só produz quatro tipos de fruta: mamão, abacaxi, melão e melancia. Que tal substituir uma delas por uma fruta da época?

7. Café quente e disponível. Esta é para as pousadas de charme que não têm bufê no café da manhã e para os hotéis cinco-estrelas que deixam o café e o leite sob a custódia exclusiva de garçons: ter de fazer micagens para chamar a atenção e conseguir mais café na mesa definitivamente não é uma boa maneira de começar o dia.

8. Lugar de volta. Muito comum: você levanta da sua mesa para mais uma rodada no bufê do café da manhã e, na volta, o garçom já limpou tudo (às vezes tem uma pessoa no seu lugar!).

9. Early check-in, se disponível. Alguns hotéis têm uma política rígida de não deixar o hóspede ocupar seu apartamento antes das 14 horas. Está errado. Os hóspedes devem ser informados de que os apartamentos estão sendo limpos e ser colocados numa lista de espera para ocuparem os apartamentos à medida que forem liberados – exatamente como acontece nos restaurantes.

10. Confiança no check-out. O que o hóspede quer ouvir no check-out: “Qual foi o seu consumo do frigobar de ontem para hoje?”. O que o hóspede não quer ouvir: o recepcionista pegar o telefone e pedir a um mensageiro para inspecionar o apartamento. O hotel tem o número do cartão de crédito para cobrar discrepâncias.

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