10 dicas para desvendar Veneza
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10 dicas para desvendar Veneza

Fabio Vendrame

18 Fevereiro 2014 | 02h50

Evite julho e agosto, meses mais concorridos. E fique três noites – Foto: Ricardo Freire/Estadão

Nenhum visitante de primeira viagem está preparado para Veneza. A “Sereníssima” requer uma estratégia específica de aproximação. Não existe jeito fácil: Veneza não pode ser “ticada” do alto de um ônibus de dois andares ou num passeio de balão. Mas quem puser mãos (e sobretudo pés) à obra desvendará a cidade mais singular do Ocidente.

1. Evite o alto verão. Não se trata apenas do calor ou do mau cheiro: o maior problema são as multidões. Se puder, evite julho e sobretudo agosto. E, se quiser a cidade quase vazia, vá no inverno.

2. Hospede-se em Veneza, não em Mestre. Sim, os hotéis em Mestre (no continente) são mais confortáveis e têm diárias em conta. Mas dormir num prédio “multicentenário” numa viela insalubre é parte indispensável da experiência veneziana.


3. Fique três noites. Veneza só se revela a quem não tem pressa. Não é uma cidade que se resolva num city tour. Lá pelo terceiro dia, ela começa a fazer algum sentido.

4. Pegue instruções de chegada com o seu hotel. Só se chega a um endereço em Veneza com manual de instruções. Os hotéis têm prontos os itinerários desde o aeroporto, a estação de trem e o ponto de ônibus da Piazzale Roma. Se não estiver no site, peça por e-mail.

5. Deixe a mala na estação. As pontes em Veneza têm escadas: rodinhas não adiantam. Organize o que vai precisar numa bolsa ou mochila e deixe a mala principal no guarda-volumes da estação de trem. A alternativa é contratar um carregador.

6. Não siga o fluxo. Da estação até a Praça São Marcos, as vielas principais são um mar de gente comparável ao da saída de um estádio de futebol. Escape. Atravesse pontes. Perca-se. Quem não se perde em Veneza acaba perdendo Veneza.

7. Não tenha medo da ‘acqua alta’. Só acontece nas marés mais altas, durante menos de duas horas de cada vez. A cidade está preparada e as passarelas são montadas e desmontadas rapidamente. Um espetáculo.

8. Compre o passe do vaporetto. Uma viagem de vaporetto custa 6,50 euros (R$ 21,50). Um passe de 72 horas sai por 35 euros (R$ 115,50) e se paga em seis viagens.

9. Descubra os ‘bacari’. Bácaro é o botequim de Veneza. Vende ombra (vinho em copo), cicchetti (canapés tipo tapas) e spritz (com Aperol ou Campari). Aparece nos caminhos mais obscuros.

10. Se não estiver na Itália, voe. Vindo de Milão, Florença ou Roma, chegue de trem. De qualquer outro ponto da Europa, vá de avião: Veneza está longe demais das capitais.