Aérea anuncia cobrança por cartão de embarque
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Aérea anuncia cobrança por cartão de embarque

Mônica Nóbrega

22 Junho 2011 | 14h31

Primeiro foi o conforto, vítima do espaço cada vez menor entre poltronas. Depois, a franquia de bagagem: o bilhete aéreo já não dá direito a levar malas no avião sem pagar taxa extra. Aos poucos, comida a bordo também virou item cobrado à parte. Pois agora, o preço da passagem não inclui mais… a passagem.


A medida acaba de ser anunciada pela Spirit Airlines, low cost que opera cerca de 40 destinos e 150 voos diários entre Estados Unidos, Caribe e América Central. A partir de 1º de novembro, o passageiro terá de desembolsar US$ 5 para que o atendente imprima seu cartão de embarque no check-in. Quem chegar ao aeroporto com o cartão impresso ficará livre da cobrança. E haverá ainda uma terceira opção: imprimir o cartão de embarque nos totens de auto-atendimento do terminal. Esta alternativa será gratuita somente até 25 de junho de 2012. A partir daí, custará US$ 1.

Foto divulgação

A Spirit afirma que, graças à medida, os preços das passagens terão redução de US$ 5 aplicada no momento da compra para quem optar pelo check-in online. Em material de divulgação distribuído à imprensa (leia

Documento

, em inglês), o CEO da Spirit, Ben Baldanza, diz que o objetivo é dar opções aos clientes. “Queremos dar a eles [passageiros] a chance de escolher os extras que desejam sem forçá-los a pagar por aquilo que não querem ou precisam”, disse.

Ainda de acordo com a Spirit, que se auto-intitula ultra low cost carrier – algo como aérea de custo ultrabaixo – a iniciativa foi baseada em pesquisa feita com 4 milhões de passageiros registrados no banco de dados da empresa. Cerca de 94% deles teriam concordado em fazer check-in online em troca de uma redução no preço da viagem aérea.

A decisão da Spirit, portanto, é quase uma unanimidade entre seus clientes. Motivo mais que suficiente para que outras companhias copiem a ideia – e, em muitos casos, tornem ainda mais precário o atendimento aos viajantes. Também não custa nada lembrar que, segundo pesquisa da consultoria Ideaworks, um conjunto de 47 empresas aéreas faturou, no ano passado, 15,11 bilhões de euros com serviços complementares. Um aumento de 96%, ou quase o dobro, em relação a 2008. É claro que ninguém está disposto a abrir mão dessa mina de ouro.

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