Avião mais espaçoso: os joelhos agradecem
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Avião mais espaçoso: os joelhos agradecem

Adriana Moreira

14 Janeiro 2014 | 03h20

Foto: Wilton Junior/Estadão

NÓS TESTAMOS 

Felipe Mortara

Na hora de assistir a shows em meio a uma multidão, é uma grande vantagem ter 1,87 metro de altura. Porém, cada vez que entrava em um avião, eu e meu joelho lamentávamos o fato de eu ter crescido tanto. Como a moda de cobrar um extra por um lugar próximo à saída de emergência pegou forte nos últimos anos, o jeito era caprichar no Gelol após a chegada ao destino.


Jamais poderia imaginar que 10 centímetros seriam um dos melhores presentes que ganharia na semana do Natal. Pois, ao embarcar na ponte aérea no Aeroporto de Congonhas rumo ao Santos Dumont, no Rio, foi grande a alegria ao notar que meus joelhos já não batiam na poltrona da frente. E mais: o encosto parecia reclinar de maneira que minha lombar há muito desconhecia na classe econômica.

Depois, descobri que se tratava do Gol+Conforto, projeto da companhia que reconfigurou os modelos Boeing 737- 800NG de 189 para 177 assentos. A distância entre as fileiras foi de 76,2 para 86,4 centímetros e o encosto passou a reclinar 50% a mais.

A razão técnica é que a pista do Santos Dumont é curta e inviabilizava que a aeronave pousasse cheia. Mas a empresa soube, com méritos, converter isso em benefício próprio – e dos passageiros. Realmente, fez toda a diferença.

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