Campanha com venda de fotografias ajuda povos indígenas do Alto Xingu
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Campanha com venda de fotografias ajuda povos indígenas do Alto Xingu

Fotógrafo Diego Baravelli fez retratos nas aldeias Kamayurá e Yawalapiti, no Mato Grosso. Ação vai reverter recursos para combate à covid e pagamento de despesas

Viagem Estadão

24 de julho de 2021 | 16h04

Por Nathalia Molina*

Para ajudar os povos indígenas do Alto Xingu, o fotógrafo Diego Baravelli lançou uma campanha de venda de fotografias que ele fez nas aldeias, no Mato Grosso. A ajuda financeira será destinada à Associação Indígena Hiulaya (AIH), para a criação e manutenção de barreiras sanitárias, a aquisição de EPIs, cestas básicas e um fundo para despesas das aldeias Kamayurá e Yawalapiti.

Fotógrafo fez imersão no cotidiano dos indígenas do Xingu; nesta imagens, a etnia Yawalapiti – Foto: Diego Baravelli

“Eu tenho uma relação com causa humanitária e ambiental há muito tempo. Sempre trabalhei nessa linha. Atualmente tenho trabalhado muito com o Médicos Sem Fronteiras, o Greenpeace e o Instituto Socioambiental (ISA)”, conta o fotógrafo.

No ano passado, ele fez uma ação igual a essa, só que voltada para os Krahô, no Tocantins. Então teve a ideia de organizar agora para etnias do Xingu. “A covid chegou muito forte por lá. Todos ficam muito doentes. Conversando com eles sobre como está sendo a pandemia, percebi que todos ali estão passando dificuldade financeira porque ficaram restritos às aldeias, não conseguiam comercializar as coisas e a logística lá é complicada e cara. O mínimo que a gente consegue num momento desses é ajudar com o que cada um tem, e no meu caso são as fotos.”

Eu soube dessa campanha pelo Instagram da Ambiental Turismo (@ambiental_turismo), que divulga muitas ações humanitárias para povos originários e outras de sustentabilidade da flora e da fauna do Brasil. Nessa campanha, Diego Baravelli (@diego_baravelli ) conta com o apoio do Estúdio OCA (@ocafineart).

Fotografias com tiragem limitada

Tirando a parte da verba usada para a produção e o envio das fotografias aos compradores, o restante do valor arrecadado será enviado às aldeias. A série com cinco retratos verticais, registrados por Baravelli, tem tiragem limitada – dez reproduções de cada, numeradas e assinadas. As imagens, em papel Hahnemühle Photo Matt Fibre 200g, estão disponíveis em dois tamanhos: 20×30 a R$ 250; e 30×45 por R$ 350.

Etnia Kamayurá: imagem está entre as fotografias da campanha de Baravelli

“Eu já conhecia algumas pessoas lá do Xingu, que eu tive o prazer de conhecer num encontro indígena que eu fotografei, com muitas etnias. Agora fiz uma imersão, acompanhando a pesca, a colheita da mandioca. Teve esse contato humano muito forte, que se refletiu nas fotografias. São momentos em que está todo mundo quieto dentro de casa”, diz Baravelli sobre as imagens da campanha. Para mais informações, há o email contato@diegobaravelli.com e o WhatsApp +55 21 97658-9291.

Com a pandemia, muitas aldeias que recebiam visitantes tiveram de parar de receber. Se você se interessa por conhecer mais sobre povos originários do Brasil, escrevi uma reportagem sobre turismo indígena pelo computador, com ações virtuais que tentam amenizar a situação de algumas dessas etnias e manter um contato ainda que virtual.

* Sou jornalista de turismo e apresento o Como Viaja | podcast de viagem, com dicas e experiências no Brasil e no exterior. Me acompanhe também no Instagram @ComoViaja para novidades e curiosidades

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