Caribe: Aruba é a cor mais quente
As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Caribe: Aruba é a cor mais quente

Fabio Vendrame

29 Abril 2014 | 03h20

Eagle Beach – Fotos: Mônica Nobrega/Estadão

O mar circunda a minúscula ilha em várias matizes de azul. Palm Beach é o lugar para desfrutar dessa monocromia perfeita – e o Parque Arikok, o endereço mais selvagem

ORANJESTAD

O dia que se segue ao do embarque, todo passado em alto-mar, faz crescer a expectativa pelo primeiro destino de praia autenticamente caribenho do roteiro. Mas seria injusto dizer que Aruba não decepciona: o que a ilhota antilhana faz, de verdade, é estampar em cada rosto navegante uma expressão abobada.


E olha que, pelo horário, primeiras horas da manhã, o sol ainda nem é o mais brilhante, nem o mar, portanto, o mais azul. Assim mesmo, como é que pode aquela cor em pleno porto?

Aruba é uma ilhota vulcânica de terra esturricada pela secura geral, cortada por boas rodovias que os cerca de 110 mil moradores não dão conta de lotar, e que ligam os pontos entre os cerca de 70 quilômetros de costa, que são o que importa de verdade ali. Os turistas que chegam em cruzeiros somam seis vezes o número de habitantes.

Em clima de vento (quase tempestade de areia) no rosto, o dia começou a bordo de um jipe aberto da De Palm Tours (US$ 107 por pessoa), a gigante do turismo receptivo em Aruba. O primeiro destino era o Parque Arikok (entrada a US$ 10 por pessoa), uma pérola natural que recobre 18% do território do pequeno país.

De jipe, rumo ao Parque Arikok

Dá menos de uma hora da capital Oranjestad até o centro de visitantes, escala providencial para uma rápida introdução à vida selvagem local – basicamente serpentes e aves –, mais uma lida nos painéis sobre a vegetação e uma passadinha no banheiro.

O parque é bastante procurado para trilhas. São 45 quilômetros demarcados entre cactos e pedras, e roteiros a pé que podem levar de duas a seis horas para serem concluídos.

De jipe, paramos para visita e fotos na Cueva Fontein, caverna que guarda inscrições rupestres, entre as quais a figura claríssima de um escaravelho. Além do interesse histórico e paleontológico, o local é bonito porque dali se tem uma panorâmica do oceano, logo à frente.

É para lá que vamos. Na sequência, o carro se desloca à beira-mar, rumo ao sul, passando por uma fileira de cataventos de produção de energia eólica. E também entre jumentos, animais que contam até com um santuário de proteção em Aruba, o Donkey Sanctuary, aberto à curiosidade e à caridade dos visitantes.

E então surge no horizonte a praia prometida: Baby Beach é quase uma lagoa de águas azuis-turquesa, protegida por uma barreira de pedras que isola as ondas do lado de lá. No de cá, banhistas relaxam e procuram peixes com máscara e snorkel. Fora do mar, descansam em espreguiçadeiras e quiosques com cobertura de palha seca.

Baby Beach: linda, mas falta estrutura

Vida mansa. Baby Beach é linda, mas pequena e pouco estruturada. Tem só dois bares – um estava fechado – com bebidas e petiscos básicos. Para horas de praia como se deve, com infraestrutura competente, é em Palm Beach que estão os hotéis, a marina, os restaurantes e os clubes de praia.

São de Palm Beach, localizada pouco ao norte de Oranjestad, as fotos de mar mais incrivelmente azul que você já viu de Aruba. Isso porque é lá que os fotógrafos passam mais tempo, com chance, portanto, de clicar as águas em vários momentos do dia. Com o sol a pino, o tom fica um tantinho mais escuro. Conforme a tarde avança, a transparência aumenta.

Palm Beach

Palm Beach é pura vida mansa. Instalada em espreguiçadeiras na areia, em bancos de madeira sob o guarda-sol, caminhando pela orla ou nos píeres para fotografar barcos, a única coisa que há para se fazer ali é relaxar na companhia de uma cerveja ou drinque (US$ 7,50 a piña colada). Hotéis abrem as portas-balcão dos seus quartos térreos direto sobre a praia.

O almoço pé na areia foi no Moomba, restaurante e clube de praia com trilha sonora americana e comida entre praiana e Tex-Mex. Para não perder: a salada de melancia com queijo camembert e castanhas da entrada (US$ 10). Gostosas também estavam as fajitas de frango, fartamente apimentadas (US$ 15).

Refeição do Mamboo

Sentiu falta das divi-divis? As sinuosas árvores típicas de Aruba apareceram em Eagle Beach, já no caminho de volta. Dali, a última parada foi no Royal Plaza, o shopping cor-de-rosa de três andares que é o cartão-postal de Oranjestad. Relógios, perfumes e joias sem impostos são vendidos ali. Dos produtos locais, há cosméticos feitos com aloe vera plantado na ilha. Mas vale a lembrança: fecha tudo às 18 horas. / M.N.

Divi-divi, a árvore ‘contorcionista’ de Aruba

O QUE MAIS?

1. Ilha De PalmÉ uma ilha particular convertida em complexo de lazer all-inclusive. O ingresso de US$ 119 inclui cadeiras de praia, equipamentos de snorkeling, parque aquático e comidas e bebidas à vontade, das 9 às 17 horas. Leve toalha.

2. Submarino Atlantis: Um dos passeios mais famosos de Aruba é o submarino que mergulha a cerca de 40 metros de profundidade e permite observar peixes, barracudas, tartarugas e pequenos tubarões. Tudo sem nem se molhar. Custa US$ 104.

3. Vida marinha: Passeio vespertino, a observação da fauna marinha com máscara e snorkel é feita na Baía Catalina, onde está um dos maiores naufrágios do Caribe, o Antilla. O barco parte de Palm Beach e o tour custa US$ 65.

Mais conteúdo sobre:

ArubaCaribe