Clássicos Revisitados
As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Clássicos Revisitados

Adriana Moreira

24 Dezembro 2013 | 03h00

AO ENTARDECER – Silhuetas na Ponta do Humaitá e Sé à beira-mar

Ponta do Humaitá – Foto: Ronald Lincoln Jr./Estadão

Anoitece e a luz vermelha e tênue que vem do farol ilumina as conversas dos casais e das famílias na Ponta do Humaitá. O ponto turístico fica no Bairro de Monte Serrat, a aproximadamente 15 minutos de caminhada da Igreja do Senhor do Bonfim. O pôr do sol é um presente para quem visita esse lugar. Assim como a visão panorâmica da Baía de Todos os Santos que se tem de lá. Também se encontra na Ponta do Humaitá a Igreja de Monte Serrat e o antigo Iate Clube, que compõem um rico conjunto arquitetônico. Além de um farol, construído no século 20, para guiar os navegantes que passavam pelos mares da região, e que hoje é um dos principais atrativos do local. / RONALD LINCOLN Jr.


Outra vista espetacular ao entardecer é a partir da Praça da Sé, no centro antigo da capital baiana, que pouco tem a ver com a praça homônima de São Paulo. Ali há um pouco de tudo o que Salvador tem de melhor. Os casarões antigos e os traços suntuosos da Igreja de São Francisco – de arquitetura barroca – contrastam com as linhas duras do icônico Elevador Lacerda, que se encontra a menos de cinquenta metros do local. / MATHEUS MADERAL

Praça da Sé, no centro de Salvador – Foto: Matheus Maderal

MERCADO MODELO – Miscelânea arretada

Um grupo de capoeiristas protege aquele que é um dos maiores patrimônios de Salvador. Os berimbaus soam e as vozes cantam: Queimou o Mercado Modelo / Mas não devia queimar / Onde vai morar o samba? / Onde é que eu vou morar?. Referem-se a um lugar que não cansou de existir apesar dos cinco incêndios pelos quais passou – o último, em 1984. Com a Baía de Todos os Santos como escudo e o Elevador Lacerda como ligação com a Cidade Alta, o Mercado Modelo abriga, em dois andares, 263 lojas de souvenirs. Há de tudo, das fitinhas do Nosso Senhor do Bonfim a trajes de banho. A loja Galeria de Arte vende quadros do artista chileno Ocayo Pinto, há 26 anos em Salvador. São imagens de orixás e referências ao candomblé. Já a Galeria Aranha é um mundo entalhado em madeira em 1,2 metro quadrado – a área de um sofá de três lugares. “Somos uma das poucas lojas daqui exclusivamente dedicadas a esculturas”, orgulha-se o vendedor Julio Abib. Em meio à miscelânea do local, quem aprecia uma boa cachaça também se encontra. Uma das mais populares é a Gabriela, feita com cravo e canela. Inspirada na protagonista da obra de Jorge Amado, leva no rótulo a foto de Sônia Braga, que interpretou a cabocla na primeira versão adaptada para a TV, em 1973. O Mercado Modelo abre de segunda-feira a sábado, das 9 às 19 horas; domingo, até as 14. / LUISA ROIG MARTINS, SARAH BRITO, FELIPE RESK e CARINA BACELAR

Os orixás no pincel de um artista chileno radicado na cidade – Foto: Sarah Brito/Estadão

OLHOS DOURADOS – Uma tonelada de ouro no Pelô

No meio do Largo do Pelourinho, das cores, cheiros e pessoas onde uma vez a escravidão era a realidade de Salvador, está lá: a Igreja e Convento de São Francisco. Considerada uma das principais obras do barroco brasileiro, calcula-se que foi usada cerca de uma tonelada de ouro para decorar o interior durante a construção entre os séculos 17 e 18. Não é pouca coisa. Assim que entramos pelos portões, a quantidade de detalhes e o dourado enche os olhos de qualquer um, seja qual for sua crença. É necessário uma estada de alguns minutos se quiser absorver todos os anjos, florões e riscos pelo interior da construção. Prefira evitar os horários de missas, que, apesar da entrada gratuita, impossibilitam a circulação pelo local. As visitas podem ser feitas de segunda-feira a sábado; aos domingos, somente mediante agendamento prévio. Para conhecer a igreja o visitante paga R$ 5. Funciona segunda-feira, das 9 às 17h30; terça, até as 14h45, e de quarta a sábado, até as 17h30. As missas ocorrem às terças, às 7, 8, 16 e 18 horas; quartas e quintas, às 7h15 e 18 horas; sextas, às 7h15; sábados, às 7h30, e domingos, às 8 horas. / LARISSA FAFÁ

Mais conteúdo sobre:

BahiaSalvador