Delírio consumista: Jimmy Choo na H&M
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Delírio consumista: Jimmy Choo na H&M

Carla Miranda

14 Novembro 2009 | 14h26

Jimmy Choo lançou hoje uma linha de roupas para a plebeia H&M. Assim que eu soube da notícia, pensei: acho que rola um tweet. Simples, básico, fácil. E, claro, uma conferida detalhada nas araras da marca em minha próxima viagem… Coisa que já faço, por sinal, com ou sem as peças criadas pelo design de sapatos. Afinal, sempre dá para garimpar  blusinhas bacanas, acessórios interessantes (não vão durar a vida toda, mas pelo preço que está na etiqueta, quem liga?) e itens fofos na seção infantil.

Mas o delírio que as roupas provocaram mundo afora mudou o rumo dessa história. O tweet  não foi descartado. Aliás, já está no ar. Só que agora a notícia ficou bem maior que 140 caracteres. Mal as mais de 200 lojas espalhadas pelo globo –  em lugares tão distintos quanto Hong Kong e Arábia Saudita, além de EUA, Europa, Rússia… – abriram as portas, lá estavam de plantão dezenas de consumistas. 

As moçoilas já tinham tido um preview da coleção, desfilada em Hollywood no dia 3 por fashionistas, celebridades e consumistas inveteradas. Meninas como Paris e Nicky Hilton, Kate Walsh,  Sheryl Crow, Mini Andén…   

Paris Hilton se rasgou de elogios. “Eu já amava a H&M, mas com Jimmy Choo ficou ainda melhor”, disse. “Mal posso esperar para ter a coleção toda.”


Com tanto marketing e peças bem em conta, o sucesso estava definido. Quem enfrentou a multidão saiu das H&Ms com muitas sacolas, lotadas de roupas, acessórios, bolsas e, claro, sapatos. Jimmy Choo com preço de H&M. Já imaginou a loucura? Mesmo abatido pelo solado vermelho de Christian Louboutin, Choo ainda é Choo.

Meninas com suas sacolas em Colônia, na Alemanha. ROLF VENNENBERND/EFE

Meninas com suas sacolas em Colônia, na Alemanha. ROLF VENNENBERND/EFE

 Sei que agora talvez seja tarde demais. Mas juro que  a preocupação em não estimular o consumo louco-desenfreado quase impediu a publicação deste post. Ainda mais num sábado, dia que parece combinar com shopping como nenhum outro. Pelo menos, ninguém aqui no Brasil vai correr para uma H&M. Feliz ou infelizmente, a marca ainda não chegou por aqui. Mas parece ser questão de tempo.

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