Etiópia: Templos de pedra ganham vida nos rituais da Páscoa
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Etiópia: Templos de pedra ganham vida nos rituais da Páscoa

Fabio Vendrame

15 Abril 2014 | 03h40

Ritual da Fasika, a Páscoa etíope – Foto: Haroldo Castro/Arquivo Pessoal

“Ainda que viajar para a Etiópia pareça a volta a um mundo parado no tempo, em Lalibela as igrejas de pedra se mostram vivas, especialmente em rituais estonteantes como a Fasika, a Páscoa etíope”, descreve o fotógrafo Haroldo Castro, que acompanhou ali a celebração da ressurreição de Cristo em 2010. Idealizador da operadora Viajologia Expedições, especializada em destinos exóticos, Castro desembarca em Lalibela nesta semana guiando 11 brasileiros. Eles estarão entre os milhares de peregrinos esperados para acompanhar, nas profundezas de santuários que jamais se tornaram peças estáticas de um museu, reverências marcantes como a vigília da noite de sábado, vivida com muita música e danças devocionais.

Movimentação semelhante ocorre em janeiro, nos outros dois grandes festivais da cidade. No dia 7 (do nosso calendário gregoriano), mais de 50 mil pessoas festejam a Geena, o Natal local, em cerimônias solenes como o acendimento de velas à meia-noite. Já no dia 19 é a vez do Timkat ou Epifania, quando o batismo de Jesus é lembrado por meio de rituais como banhos em água benta e procissões que seguem as tabots, réplicas da arca da aliança que toda igreja ortodoxa etíope possui. Acredita-se, por sinal, que a arca original, que teria abrigado a tábua dos dez mandamentos, encontra-se na cidade de Aksum, considerada tão sagrada quanto a quase vizinha Lalibela. / D.N.G.


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