Mantras, bênçãos e votos de boa sorte
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Mantras, bênçãos e votos de boa sorte

Fabio Vendrame

14 Abril 2014 | 13h41

Grupo recebe o ‘kahdar’ – Fotos: Felipe Mortara/Estadão

Felipe Mortara

Depois de uma deliciosa caminhada margeando o Rio do Leite, o quarto dia de trekking terminou com uma imensa ladeira de uns 400 metros de desnível e umas duas horas de subida ingrata,  já que o tempo estava bem encoberto. Lá em cima, Tengboche nos recebeu de braços abertos com seu magnífico monastério budista. Uma cerimônia à tarde e uma pela manhã cedo marcam um desejo de boa sorte aos trekkers e alpinistas rumo ao Everest. Meu lugar favorito até agora.


A noite foi fria e o primeiro teste do meu sleeping bag. Acordei com frio à noite. Mas um liner, espécie de sleeping fino de fleece, resolveu. Com as mãos geladas fui pra oração matinal no monastério budista,  onde já tinha conhecido o monge Sonam, simpático e que ensinou mantras para um pequeno grupo de brasileiros.

No caminho para Pheriche, de onde escrevo, passamos por Pangboche, vilarejo com um belo monastério no alto da montanha. Lá conversamos com o Lama Geshe, o mais importante daqui da região do Khumbu. Ele deu una linda bênção e um belo kahdar, espécie de echarpe branca para dar sorte. Uma energia mágica que ficou ainda mais completa quando saímos de lá com floquinhos de neve caindo.

Neve tinge Pangboche de branco

A neve apertou durante o almoço e a caminhada vespertina foi bem cruel. Cerca de 2h30 de caminhada sob neve e um vento intenso desde Pangboche até Pheriche. A paisagem foi mudando drasticamente e por conta da neve quase não tirei fotos. Mas o lodge Himalayan Hotel será um bom pouso para as duas próximas noites. Todos cansados, porém encantados.

O guia Lucas Sato, da Grade 6 Viagens, com o lama Geshe

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