Galápagos: Espanhola, lagarteando em areias claras
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Galápagos: Espanhola, lagarteando em areias claras

Fabio Vendrame

22 Abril 2014 | 03h20

Leão-marinho relaxa na Baía Gardner – Fotos: Adriana Moreira/Estadão

Apesar de contar com excelentes pontos para mergulho de cilindro e snorkel, Galápagos não é exatamente um destino de praia. A pedida ali é contemplar a natureza e não relaxar à beira-mar com uma piña colada em mãos.

A Baía Gardner está entre os poucos lugares do arquipélago em que dá para estender a sua canga em uma areia fina e branca, com vista para um mar de águas clarinhas, clarinhas, na companhia de incontáveis leões-marinhos que só querem fazer o mesmo que você: curtir a preguiça.

Posso afirmar, sem nenhum constrangimento, que é um dos lugares mais lindos que já vi. Por isso mesmo, fica difícil controlar a euforia: você não sabe o que faz primeiro, se tira a foto do leão-marinho aqui, da água transparente ali, olha aquele filhote, o outro está mamando, esse aqui procura a mãe…


Para escapar de uma espécie que ainda não está em extinção – o turista-sem-noção – deixei os afoitos fotografando os animais na área de desembarque e fui caminhar para a outra ponta da ilha. Me deparei com imensas iguanas marinhas de pele colorida – algumas bem vermelhas, outras com partes esverdeadas. Lindas que só.

Caranguejando pelas pedras vulcânicas

Os caranguejos de Galápagos, que só ficam vermelhos na idade adulta (nascem pretos e ficam mais coloridos à medida que atingem a maturidade), caminhavam pelas pedras vulcânicas, dando um contraste ainda mais belo às fotos.

Quando os turistas-sem-noção me alcançaram, eu já voltava para registrar os leões-marinhos (tenho até um selfie com um grupo deles). Mas ficar deitada na canga com tanta coisa para ver, definitivamente, não é para mim. Bem em frente, há uma ilhota ótima para snorkeling – e dá-lhe peixes coloridos e arraias.

As iguanas são as donas do pedaço

Do outro lado da ilha, em uma área chamada Punta Suárez, as rochas dão um ar dramático ao cenário. Iguanas terrestres se esparramam pelas trilhas, exibindo sua pele colorida. Caminhar pelas rochas, ouvindo o barulho do mar, faz pensar na vida, na natureza, na viagem. A guia Ivone Torres sugere que façamos silêncio por uns minutos e – uau! – a paisagem fica ainda mais inebriante.

Fotos garantidas, seguimos para a área mais emocionante do trajeto. Descendo pelas pedras, dezenas de ninhos de atobás-de-Nazca – alguns com ovos, outros com recém-nascidos – se espalham por ali. Não pense que eles voam, ficam assustados ou se abalam com nossa presença. Seguem com sua rotina, enquanto nossos queixos caem. Em meio a tudo aquilo, leões-marinhos continuam a dura vida de relax à beira-mar. Tudo em harmonia.

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