Grécia: fazendo história
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Grécia: fazendo história

Fabio Vendrame

01 Abril 2014 | 04h00

Alternativa ao stress ateniense, Salonica pede dias de contemplação à beira-mar. E revela sua vocação de caldeirão cultural em monumentos da Unesco e no burburinho típico de ‘pool’ universitário

Panorâmica de Atenas – Foto: Thiago Momm

Thiago Momm / ATENAS
ESPECIAL PARA O ESTADO

Durante os turbulentos últimos cinco anos, em que as palavras Grécia e crise passaram a frequentar a mesma frase, o turismo tenta firmar um cenário à parte por lá. A estimativa para 2014 é de que 18 milhões de visitantes deixem no país 13 bilhões de euros. O setor hoje emprega um em cada cinco gregos e, desde 2012, apresentou um crescimento total de 15%, segundo dados da Associação Grega de Empreendimentos Turísticos (Sete).


Em Atenas e Salonica, as duas maiores cidades, essa força turística é visível. Quem for à capital grega em 2015 deve ver pronto o Centro Cultural da Fundação Stavros Niarchos, um projeto de mais de meio bilhão de euros (Niarchos era um Onassis) que significará um grande parque próximo do mar com novas versões das principais biblioteca, escolas de balé e ópera do país. Também no ano que vem deve estrear a ampliação da Galeria Nacional, que está ganhando 11 mil metros quadrados.

Além disso, desde 2009 não dá para perder o Museu da Acrópole: pela primeira vez em mais de 200 anos, no friso do Partenon (com 50 metros originais e 110 de reproduções) foi reconstruída a narrativa das panateneias, as festas em homenagem à deusa Atenas.

Força jovem. Este ano, Salonica é a Capital Europeia da Juventude. O título confirma o status da cidade de caldeirão cultural milenar e hoje residência de mais de 100 mil universitários. Novos multi-espaços culturais, festivais de cinema e uma bienal de arte se mesclam a cafés e bares cheios em um clima alternativo ao frenesi ateniense.

Para fazer jus à recuperação do turismo grego, a reportagem andou pelas duas cidades da melhor maneira possível: aprendendo peripateticamente com um nativo de Salonica e uma nativa de Atenas. Caminhando por essas páginas, caminhe também com eles.

SAIBA MAIS:
Aéreo: o trecho SP–Atenas–SP custa a partir de R$ 2.895 na Lufthansa; R$ 2.897 na Swiss; R$ 3.080 na TAP; R$ 4.087 na Air France. Voos com conexão. O trecho Atenas–Salonica–Atenas pode ser feito nas low costs. Custa desde R$ 210 na Aegean Airlines e R$ 270 na Olimpic Air
Terrestre: a Ktel é a maior empresa rodoviária da Grécia. A passagem de Salonica a Atenas custa R$ 60 e leva 6 horas. De trem, o percurso demora em média 5h20. Os bilhetes custam a partir de R$ 110 e podem ser comprados na empresa Trainose, que opera em todo o país
Sites: visitgreece.gr; thisisathens.org

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