Johannesburgo, a São Paulo deles
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Johannesburgo, a São Paulo deles

Carla Miranda

15 Dezembro 2009 | 13h14

Não estranhe se você ler em todas as placas de Johannesburgo o nome Jo’burg. É o equivalente a chamar São Paulo de Sampa. A diferença é que, do lado de lá do Oceano Atlântico, o “apelido” soa como nome oficial da maior cidade da África do Sul. Porta de entrada no país e onde serão disputados os jogos mais importantes da Copa, Johannesburgo (www.joburg.org.za) vai abrigar a abertura do mundial, em 11 de junho, com o embate entre México e África do Sul, e 30 dias depois, a final.
THEMBA HADEBE/AP

THEMBA HADEBE/AP

Quem gosta daquele clima cosmopolita tem chance maior de simpatizar com o local. São quase 6 milhões de habitantes e todos os tipos de ambientes: desde a sofisticação dos grandes condomínios e dos cassinos até a informalidade e a pobreza de Soweto. 

No entanto, um clima de insegurança ronda Jo’burg. Para aproveitar ao máximo a estada, siga a orientação dos nativos: não ande sozinho à noite, mesmo perto do hotel, e evite expor máquinas fotográficas e dinheiro em público. Orientações que nós, brasileiros, estamos cansados de passar aos estrangeiros.
  
ONDE FICAR
Jo”burg tem rede hoteleira variada, capaz de agradar tanto a mochileiros dispostos a dormir em quartos coletivos (R$ 30 por noite) quanto a quem pode desembolsar R$ 1.000 numa só diária. Os mais baratos, claro, são os albergues. Brown Sugar (http://www.hostelbookers.com/) é um deles. Fica perto do aeroporto OR Tambo e do Ellis Park, onde o Brasil faz sua estreia, dia 15, contra Coreia do Norte.
O mais caro é o hotel boutique Saxon (http://www.lhw.com/).  Foi lá que Nelson Mandela ficou seis meses até terminar sua autobiografia. Fica no bairro chique Sandton, longe do centro, mas perto dos melhores shopping centers.

COMPRAS
Como em Sampa, as compras por lá são feitas em shoppings. O Sandton City Mall (www.sandton-city.co.za) concentra as grifes internacionais. Perto do aeroporto fica o Eastgate (www.eastgatecentre.co.za), para a classe média local, portanto, mais barato. Com um grupo de amigos, o turista pode ir andando do Eastgate até o Mercado de Artesanato, duas quadras de distância um do outro. Vantagem: é possível pechinchar na hora da compra.

MUST SEE
Soweto (www.joburg.org.za/soweto) é uma favela e também um grande museu a céu aberto. A história recente da África do Sul jamais poderia ser contada de forma justa se não fosse por Soweto. Foi nesse bairro que Mandela morou e os negros se levantaram contra o regime de segregação racial. Um tour de seis horas por Soweto, incluindo o Museu do Apartheid (www.apartheidmuseum.org), sai pelo equivalente a R$ 150.

MIL FACES – Cheia de contrastes, a única sede dupla do Mundial (no alto) pede apenas um pouco de cautela para ser desfrutada: para ver o bairro Soweto, endereço do estádio Soccer City (no meio), melhor optar pelo tour guiado. A 121 km dali, fica o Sun City Resort, o mais luxuoso do continente

ESTÁDIOS

Johannseburgo é a única cidade que tem dois estádios como sede da Copa. O primeiro e mais conhecido fica no perigoso bairro de Hillbrow e se chama Ellis Park. O torcedor que tem boa memória deve se recordar da vitória verde-amarela na final da Copa das Confederações, contra os Estados Unidos, em junho passado.

THEMBA HADEBE/AP

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O Comitê Organizador também construiu o gigante Soccer City, em plena Soweto, com capacidade para 94 mil torcedores. THEMBA HADEBE/AP

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Daniel Brito, especial para o Estado.


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