Mentira ou verdade? Curiosidades de destinos turísticos mundo afora
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Mentira ou verdade? Curiosidades de destinos turísticos mundo afora

Leia 7 curiosidades, dignas do Dia da Mentira, sobre várias partes do mundo: da praia de James Bond ao hostel com uma escadaria de 4.444 degraus

Viagem Estadão

01 de abril de 2021 | 10h56

Por Nathalia Molina*

Diz o ditado que sete é conta de mentiroso. Há os que atribuem valor religioso ao surgimento dessa expressão, enquanto outros simplesmente repetem a frase porque ouviram um dia. Seja como for, neste 1º de abril, Dia da Mentira, reuni sete fatos para testar seu faro para fake news.

Diz aí, quem nunca esteve em uma viagem e ficou meio cabreiro com aquele guia contando fatos e mais fatos sobre uma igreja, uma praça, uma estátua? Faz parte do show valorizar o destino, atribuir valor histórico ou grandes feitos a endereços para que não se limitem a ser mero ponto no mapa. Vão aqui curiosidades de várias partes do mundo que podem até inspirar uma viagem no futuro, só para ver com os próprios olhos o que leu aqui.

Nos fiordes da Noruega, hostel tem escadaria de 4.444 degraus – Foto: Florli 4444

Hostel na Noruega tem uma escadaria com 4.444 degraus

Uma dura e penosa verdade. Férias são sagradas, não deveriam ser sinônimo de penitência. Mas para admirar os famosos fiordes da Noruega, às vezes, é preciso um pouco de sacrifício. O Florli 4444 é um hostel na montanha em uma região do país onde carro não chega – balsas fazem o transporte por lá. Para chegar nele é preciso encarar 4.444 degraus em escada de madeira! E o hostel joga limpo, diz a verdade quando explica que a caminhada de cerca de 3 horas é adequada a adultos e jovens em forma. E não recomenda subir quando está nevando, sob o risco de uma queda feia. No entanto, ao chegar ao topo da escada, a visão é linda, acima do nível das árvores. Bom, veja as imagens e tire suas próprias conclusões. Elas não mentem.

Canadá faz uma moeda de 1 milhão

Verdade mais pura, feito o ouro utilizado em sua confecção. Em 2007, a Royal Canadian Mint, casa da moeda do Canadá, cunhou o primeiro exemplar da Big Maple Leaf, moeda com valor de face de 1 milhão de dólares canadenses (valor estimado em 3,75 milhões de euros). De um lado está a figura em relevo da Rainha Elizabeth II; no verso foi cunhada a famosa folha de maple no Canadá, árvore símbolo do país. Outras cinco moedas iguais a ela foram produzidas sob medida e compradas por investidores do Canadá e do exterior. Pesando 100 kg e medindo não é o tipo de trocado para se levar no bolso da calça, né. Ainda assim, em 2017, bandidos roubaram um exemplar exposto no acervo de numismática do Bode Museum, em Berlim. Em uma ação cinematográfica, eles levaram cerca de 30 minutos para levar embora a moeda, que nunca foi encontrada. A polícia acredita que ela tenha sido partida em pedaços menores. Presos, três ladrões foram condenados pelo roubo no ano passado.

Moeda de 1 milhão de dólares canadenses – Foto: Royal Canadian Mint

Jamaica tem a praia do James Bond

Verdade. O país tem tudo a ver com o agente secreto mais famoso do cinema. A praia fica na Baía de Oracabessa, próxima à cidade de Ocho Ríos, no norte da Jamaica. Para quem é fã de 007, vale a pena conhecer GoldenEye, propriedade na mesma região e que pertenceu a Ian Fleming, o criador de James Bond. Ali, em uma velha cabana, ele escreveu Casino Royale, primeiro dos 13 livros da série, que depois iria parar nas telas de cinema. O filme de estreia, O Satânico Dr. No (1962), foi rodado na Jamaica. Hoje em dia, GoldenEye é um hotel boutique que reúne vilas privativas, chalés e cabanas aconchegantes, tudo cercado por praias particulares e natureza exuberante. Aliás, o anúncio do 25º filme da franquia, No Time To Die, foi feito no hotel. A Jamaica novamente está entre as locações do longa, cujo lançamento teve de ser adiado por duas vezes em função da covid-19.

Em Park City, sino de toque de recolher soa sempre às 22 horas

Meia-verdade. Fundada em 1884, em meio à corrida do ouro no oeste americano, a cidade do estado de Utah se transformou em um dos principais destinos de esqui nos Estados Unidos. Depois de sofrer com um grande incêndio no fim do século 19, a cidade adotou um sino para alertar sobre novas catástrofes. Um teste era feito por todas as noites, sempre às 22 horas, e acabou virando uma espécie de toque de recolher para os mais jovens. O sino foi substituído por uma sirene elétrica, que segue tocando no mesmo horário até hoje apenas por tradição. Portanto, ninguém, especialmente os turistas, precisa deixar os bares e restaurantes da Main Street, rua principal onde se concentram a vida noturna e o entretenimento de Park City.

Park City, antiga cidade do Velho Oeste – Foto: Visit Park City

Pavarotti cantou para um Teatro Amazonas vazio

È vero. Em meados dos anos 1990, o tenor italiano Luciano Pavarotti fez uma escala em Manaus e aproveitou para visitar o Teatro Amazonas. Cartão-postal da capital do Amazonas, construído no fim do século 19 com dinheiro proveniente do Ciclo da Borracha, a casa de espetáculos estava fechada. Um funcionário foi acionado para que pudesse gentilmente abrir as portas do teatro para o ilustre visitante. Pavarotti subiu ao palco e, praticamente no escuro, entoou duas árias da ópera Tosca, imortalizada na voz de Enrico Caruso, ídolo de Pavarotti e a quem ele sempre foi comparado durante a carreira. A pequena e única apresentação do tenor italiano no templo da ópera em Manaus teve como público de não mais que cinco testemunhas, estima-se.

Um spa oferece tratamento com banho de vinho

In vino veritas, que em bom latim significa “no vinho está a verdade”. Enquanto na República Tcheca é possível relaxar de boa em uma banheira cheia de cerveja de um spa, na portuguesa Ilha da Madeira um hotel fez do vinho a fonte de benefícios para o corpo. No Divine Spa do The Vine Hotel, os hóspedes têm à disposição terapias que vão de sessões de esfoliação com sementes de uva a massagens com o famoso vinho Madeira e até banho da bebida (bem que podia ser verdade estar na banheira deste quarto, não é?).

Banheira de vinho em Portugal, na Ilha da Madeira – Foto: The Vine Hotel

Nome de uma colina tem 85 letras e está no Guinness

Verdade.Taumatawhakatangihangakoauauotamateaturipukakapikimaungahoronukupokaiwhenuakitanatahu é uma palavra, embora mais se pareça com um tuíte. A expressão está no Guinness – Livro dos Recordes e se refere a uma localização geográfica na Nova Zelândia, uma colina que fica na Baía de Hawke (Ilha Norte). O local rende boas fotos, mas exige permissão para entrar já que se trata de uma propriedade particular. O significado do palavrão é “o local onde Tamatea, o homem com joelhos grandes, que escorregou e engoliu montanhas, conhecido como ‘comedor de terra’, tocou flauta para sua amada”. Mas pode chamar de Taumata que todo o mundo conhece.

Colina na Nova Zelândia tem nome com 85 letras – Foto: Turismo da Nova Zelândia

* Sou jornalista de viagem e também escrevo o Como Viaja com dicas e experiências no Brasil e no exterior. Me acompanha no Instagram @ComoViaja para novidades e curiosidades

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