No início de 2022, voos no Brasil devem atingir patamar da pré-pandemia
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No início de 2022, voos no Brasil devem atingir patamar da pré-pandemia

Segundo a Iata, a demanda de passageiros no País chegou a 84% dos níveis pré-covid. Viagens internacionais enfrentam diferentes exigências de entrada

Viagem Estadão

14 de dezembro de 2021 | 19h08

Por Nathalia Molina*

Com a acelerada retomada do turismo dentro do Brasil, o mercado doméstico de aviação deve atingir o patamar de antes da pandemia já no início de 2022, segundo previsão da Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata – International Air Transport Association). Em outubro de 2021, a demanda de passageiros dentro do País chegou a 84% dos níveis pré-covid, enquanto em voos internacionais ficou 67% abaixo do registrado em 2019. As viagens para o exterior ainda enfrentam muitas barreiras com as diferentes exigências dos países para a entrada de visitantes estrangeiros.

Praias no Nordeste, como as do Ceará, estão na preferência nacional – Foto: Nathalia Molina @ComoViaja

“Os dados preliminares de novembro do mercado doméstico já mostram um crescimento de 40% em relação a novembro de 2020, uns 9% ainda abaixo do mesmo período de 2019. Os latino-americanos e os brasileiros querem, sim, viajar”, disse Dany Oliveira, diretor-geral da associação no Brasil, durante evento online hoje para a imprensa. Além da retomada da aviação no País e no mundo, também foram abordados temas como judicialização e sustentabilidade no setor.

Iata prevê recuperação da aviação global em 2023

A Iata aponta a aceitação de testes e certificados digitais de vacinação como o caminho para restabelecer os voos de uma forma global. “Devemos buscar a adoção de práticas simples para que os viajantes possam entender as regras e destravar o fluxo. Todos esses indicadores sustentam crescimento até 2025. A demanda total tem uma recuperação aos níveis de 2019 já em 2023”, completou Oliveira. Muita gente retomou as viagens dentro do Brasil especialmente depois da vacinação completa; destinos no Nordeste estão entre os mais procurados.

De acordo com Peter Cerdá, vice-presidente regional da Iata para as Américas, a conectividade aérea internacional na América Latina e no Caribe em novembro alcançou 82% do patamar da pré-pandemia. “A nossa região não conta com trens e operação marítima regular. Num país como o Brasil, por exemplo, viajar do sul para o norte só é viável pelo aéreo”, ressaltou Peter Cerdá, vice-presidente regional da Iata para as Américas. “A nossa meta é trabalhar com governos e ter mais gente viajando no futuro.”

A associação defende que os países decidam as exigências de um modo padrão e testa desde 2020 o aplicativo Iata Travel Pass para unificar os dados de saúde de cada passageiro. A pandemia levou a perdas de US$ 94 bilhões no PIB da América Latina e do Caribe somente em 2020.

* Sou jornalista de turismo, escrevo também o Como Viaja e apresento o Como Viaja | podcast de viagem, com dicas e experiências no Brasil e no exterior. Me acompanhe no Instagram @ComoViaja para novidades e curiosidades

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