O básico de Arequipa, no Peru
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O básico de Arequipa, no Peru

Adriana Moreira

16 Fevereiro 2016 | 15h22

Cãnion do Colca - Pilares Olivares/Reuters

Cãnion do Colca – Pilares Olivares/Reuters


Por Felipe Mortara

Linda, delicada e cercada por três vulcões, a ponto de fazer pensar que Cuzco não é a única joia colonial imperdível no sul do Peru. Arequipa é uma metrópole de 890 mil habitantes, quase dez vezes menor do que a capital, Lima, mas que reúne atributos para ao menos três dias de visita. A cidade tem ruas de pedra, praça central com arcadas e preciosas edificações, e ainda o esplêndido vizinho Cânion do Colca.

Monastério de Santa Catalina. Um dos mais importantes monumentos coloniais do Peru, o mosteiro fundado em 1580 ocupa um imenso quarteirão do centro da cidade. Por detrás dos muros altos estão guardadas relíquias do catolicismo. As paredes dos três claustros principais abrigam lindas pinturas que representam as freiras, feitas logo depois da morte de cada uma delas. O preço da entrada não é dos mais amigáveis (35 soles ou R$ 40), mas compensa. Duas vezes por semana, o local abre à noite, com visita à luz de velas.


Plaza de Armas. Praças de armas são presença certa em cidades de colonização espanhola, mas esta praça central destoa pelo impressionante conjunto de arcadas com terraços que a cerca por três lados – o quarto é ocupado pela catedral. Grandes árvores trazem sombra e frescor nos dias quentes. Fique atento aos condores que vivem por ali. E não perca o clique clássico com os vulcões El Misti e Chachani ao fundo.

Catedral. Após um incêndio em 1844, o novo edifício reconstruído tombou no terremoto de 1868. O que se vê de pé hoje foi refeito desde então, o que não a torna menos impressionante. Afinal, é a maior catedral do Peru. O imenso órgão belga de 1870 é tido como um dos maiores do continente.

Cânion do Colca. Ao longo de 100 quilômetros, o segundo mais profundo cânion do planeta (duas vezes mais que o Grand Canyon!) consegue mudar de aparência como poucos lugares do mundo. Vai dos terraços verdes de Yanque à secura amarelada de Chivay. Há passeios de um dia ou mais a partir de Arequipa.

El Misti. Rei na paisagem de Arequipa, o vulcão de cume nevado impera soberano, 5.822 metros acima do nível do mar. É possível escalá-lo em uma jornada de dois dias (cerca de US$ 90 ou R$ 351) nas agências da cidade, porém é preciso ter excelente condicionamento físico e já estar aclimatado à altitude há pelo menos cinco dias. 

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