Porque nós somos turistas!
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Porque nós somos turistas!

Bruna Tiussu

17 Dezembro 2009 | 16h01

Tudo bem, ele realmente é o passeio mais trivial de Paris. Eu pensava exatamente isso e nunca achei que o investimento (82 euros por pessoa) valesse a pena. Até embarcar no Bateaux-parisiens e ter uma noite divertidíssima.

O bateaux se preparando para sair. Foto Bruna Tiussu/AE

O bateaux se preparando para sair. Foto Bruna Tiussu/AE

Este é apenas um dos inúmeros barcos que percorrem o rio Sena à noite, enquanto os passageiros desfrutam de um belo jantar regado a muito vinho. Sai da Torre Eiffel e segue adiante, oferecendo uma vista espetacular dos pontos que fazem de Paris a Cidade Luz.

Lá dentro, a primeira surpresa foi notar que a decoração não é nada pomposa. Clássica, aconchegante, com mesas muito bem distribuídas e arrumadas. A maioria que se vê ali são estrangeiros, claro. Impossível não reparar na mesa enorme ocupada por chineses. Cada um com sua câmera a postos, ansiosos para registrar o Museu d’Orsay, a Biblioteca Nacional, o Hotel de Ville…


Às 20h30 o barco sai e a banda começa. Na verdade trata-se de um trio de músicos que fazem muito bem o trabalho de proporcionar um som ambiente. O serviço também não fica pra trás. Tá certo que os garçons correm de um lado para o outro, mas nada falta nas mesas. É quando chegamos a segunda surpresa: o bom gosto segue na qualidade da comida. Mesmo preparada no barco, a refeição é de primeira.

Aí vem a Catedral de Notre Dame. Imensa, toda iluminada. É o ponto alto do tour e ninguém se importa de deixar o prato um pouco de lado para vê-la mais de perto. Em seguida aparecem o Museu do Louvre, a Praça de La Concorde, o Trocadéro e a Estátua da Liberdade parisiense, para o delírio de nossos colegas chineses.

Depois de quase duas horas de passeio, a velocidade do barco começa a diminuir, mas não é o fim da diversão. Quando as barrigas estão cheias e várias garrafas de vinho vazias, o volume do som aumenta. A banda se empolga e os grandes homenageados somos nós: no repertório, músicas de Tom Jobim, Toquinho e Jorge Ben Jor (é perda de tempo esperar que o cantor acerte direitinho tudo o que vai além do refrão de cada canção. Mas isso seria pedir demais, né?).

Já que os monumentos parisienses ficaram pra trás, a tentação é se voltar aos companheiros orientais nesses últimos 20 minutos do percurso. Com os rostos já vermelhos eles se jogam na pista e dão um show. É verdade que os movimentos têm pouco gingado, mas bem que eles tentam acertar o ritmo de clássicos hits como Twist and Shout e Satisfaction.

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