Potsdam, da Prússia ao socialismo soviético
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Potsdam, da Prússia ao socialismo soviético

Mônica Nóbrega

10 Novembro 2009 | 21h36

Potsdam comemorou hoje, 10 de novembro, os 20 anos da Queda do Muro. Localizada 25 quilômetros a oeste de Berlim, a cidade de 145 mil habitantes derrubou seu trecho de paredão um dia depois de virem abaixo as primeiras pedras na capital.


Caso não tivesse mais nada a declarar, Potsdam seria interessantíssima só pelo Palácio Cecilienhof: nos salões dessa construção de 176 quartos foram discutidos os termos da divisão territorial da Alemanha ao fim da 2ª Guerra Mundial, em 1945, pelos líderes Joseph Stálin, da União Soviética, Winston Churchil, da Grã-Bretanha, e Harry Truman, dos Estados Unidos – encontro que ganhou o nome de Conferência de Potsdam. Também no palácio, Truman recebeu a notícia de que fora inventada a bomba atômica, em 1º de agosto. Cinco dias depois, Hiroshima foi atacada.

Mas a cidade de 145 mil habitantes, capital do Estado de Brandemburgo, tem mais de mil anos de história. Foi um importante centro residencial dos reis prussianos e seus agregados, a partir do século 15. Desse tempo, herdou jardins enormes e centenas – sim, centenas – de palácios. Durante a divisão das Alemanhas, o Muro passou bem em cima da Ponte Glienicker, que liga a cidade a Berlim, e a deixou sob domínio soviético.

 A ponte acabou virando o símbolo local da luta pela liberdade. E foi em cima dela que os moradores celebraram, na noites desta terça-feira, em clima de quermesse de cidade do interior.

Luzes para a celebração em Potsdam. Foto Mônica Nóbrega/AE

Luzes para a celebração em Potsdam. Foto Mônica Nóbrega/AE

A locutora de uma emissora local de rádio fez as vezes de mestre de cerimônias. O prefeito de Berlim, Klaus Wowereit, abriu o evento com um discurso. Depois vieram cantores desconhecidos, vídeos sobre a história da cidade, uma performance de mímicos com o mesmo tema e, para terminar, o show de fogos.

Ponte Glienicker virou palco. Foto Mônica Nóbrega/AE

Ponte Glienicker virou palco. Foto Mônica Nóbrega/AE

E no cardápio, salsicha, algodão doce, crepe e glühwein, o vinho quente local.