Quando animais muito estranhos atrapalham o voo
As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Quando animais muito estranhos atrapalham o voo

Mônica Nóbrega

05 Novembro 2018 | 14h38

Píton vista lá fora, na asa do avião. Foto: Robert Weber

Cães e gatos são passageiros comuns em aviões pelo mundo todo. Mesmo cavalos e outros bichos menos comuns podem ser levados no compartimento de bagagem dos aviões, desde que com a documentação em ordem e os devidos cuidados que garantam o conforto dos animais e a segurança dos viajantes.

Mas invasões – as mais estranhas que se pode imaginar – acontecem. Abelhas, baratas, ratos e até iguanas já foram encontrados em voos pelo mundo, segundo uma reunião de casos curiosos divulgada pela AirHelp, empresa que ajuda passageiros a pedirem compensação financeira por voos atrasados ou cancelados.

Veja alguns casos que a empresa encontrou em sua pesquisa.


Serpentes: um dos casos mais rumorosos foi o de uma píton do tipo Amethystine que foi avistada por passageiros de um voo entre Cairns, na Austrália, e Port Moresby, na Papua Nova Guiné, cerca de 20 minutos depois da decolagem. A serpente, de cerva de 3 metros, tentava se equilibrar na asa da aeronave, do lado de fora, e foi fotografada por um passageiro, Robert Weber.

A Amethystine phyton é a maior serpente da Austrália. Se alimenta de roedores e costuma se esconder em espaços fechados para emboscar suas presas – especialistas acreditam que foi por isso que esta cobra em particular foi parar na asa do avião da Qantas. O voo em questão durou 1h50 – e a pobre píton não resistiu à velocidade média de 400 quilômetros por hora e à temperatura de 12 graus negativos. Chegou morta.

Em outro caso, um voo da Egypt Air teve de fazer um pouso de emergência no balneário de Hurghada, no Egito, quando um passageiro foi mordido por uma cobra. A serpente, que estava de forma irregular em sua mala de mão, ainda conseguiu fugir e circular pela aeronave.

Abelhas: no aeroporto de Kualanamu, na Indonésia, um avião da companhia Citilink atrasou sua decolagem em 90 minutos quando a asa direita foi tomada por milhares de abelhas – que, por sorte, não conseguiram entrar na aeronave. Foram retiradas pelos bombeiros com jatos d’água.

Baratas: fartamente noticiado pela imprensa chinesa e alguns veículos americanos foi o caso das mais de 100 baratas encontradas em dois aviões que tinham acabado de aterrissar no aeroporto Kunming Changshui, na China, um ano atrás. As aeronaves foram levadas para quarentena. Outro caso ocorreu em um voo entre Sydney e Auckland, da Air New Zealand. O passageiro até filmou as baratas saindo dos cantos do avião.

Escorpião: um avião da Alaska Airlines esperava autorização para decolar no aeroporto de Los Angeles quando uma passageira foi picada por um escorpião a bordo. A aeronave teve de voltar ao portão de embarque para que a mulher fosse atendida por médicos. O voo saiu com 50 minutos de atraso.

Formigas: em um voo que partia da Cidade do México, centenas de formigas foram pulverizadas sobre os passageiros quando a tripulação ligou o ar condicionado da aeronave.

Ratos: no começo de 2017, com os passageiros já na aeronave e quase tudo pronto para partir, um rato foi visto em um avião da British Airways que ia para São Francisco. Até todos serem retirados da cabine, o invasor encontrado e eliminado e o voo poder retomar seus procedimentos, foram 4 horas de atraso. Em outro voo, de Doha a Madri, um rato foi visto dentro do avião da Qatar Airways. O atraso foi de 6 horas.

Iguanas: sim, você leu iguanas. Mais de uma. Um passageiro conseguiu contrabandear quatro desses répteis em sua bagagem em um voo da WestJet que partiu de Cuba e tinha como destino final Vancouver, no Canadá. O avião teve de aterrissar em Toronto quando a tripulação descobriu a irregularidade. Para piorar, apenas duas iguanas foram encontradas na mala que o passageiro infrator encaminhou ao porão do avião – as outras duas estavam dando um passeio pela aeronave.

Quatro iguanas foram contrabandeadas. Foto: Guillermo Granja