Sai do chão!
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Sai do chão!

Fabio Vendrame

28 Janeiro 2014 | 04h00

O momento em que você deixa de ser um ‘Average Joe’ – Foto: AJ Hackett

A estilingada do bungy jump em Queenstown, o centro da aventura, desperta os sentidos para um país de cenários extraterrestres e emoção a toda prova

Alessandro Lucchetti / QUEENSTOWN

Você é pesado numa balança, responde a um questionário sobre seus problemas de saúde, assina um termo de responsabilidade, assiste a um vídeo em que garotinhos de dez anos saltam alegremente. Ficaria muito chato recuar depois de tudo isso. Mas a vontade de “amarelar” cresce à medida que o tempo passa, e é difícil saber se vai restar coragem para saltar no fatídico momento em que olhar para baixo, do alto dos 43 metros que separam a ponte Kawarau do rio homônimo, que corre lá embaixo, bem lá embaixo.


Estou em Queenstown, a capital da aventura na Nova Zelândia, em meio a um tour para explorar aspectos bem distintos do país: da metrópole Auckland às ermas locações de O Hobbit, dos vinhos cobiçados às entranhas vulcânicas de Rotorua.

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Mas nada disso me veio à mente no momento em que minhas pernas eram presas ao elástico por dois jovens simpáticos, que tentavam (em vão) me descontrair, puxando assunto sobre a Copa do Mundo. Sei que eles amarram centenas de pernas por dia ali na AJ Hackett Bungy – onde o bungy jump foi inventado em 1988 –, mas será que não se distraem conversando? E se esquecerem de dar algum nó ou de atar alguma presilha enquanto ouvem minha opinião sobre o time do Felipão?

Último registro antes do salto – Foto: AJ Hackett

Com tudo preparado, os rapazes pedem que eu sorria para a câmera da base. Depois de olhar para baixo, não consigo nem achar a câmera, quanto mais sorrir. Querem saber se desejo tocar a água quando chegar lá embaixo. Bom, seria legal molhar a mão naquela água fria e azulzinha. Eu topo.

Esfriando a cabeça – Foto: AJ Hackett

Falam que posso ir e dou alguns passinhos ridículos, da maneira que consigo, com os tornozelos amarrados. E salto. Dou um grito (másculo), sinto um frio na barriga gigantesco e, antes de conseguir identificar emoções, já estou me molhando no gelado Kawarau, não só as mãos – entro nele de cabeça, até os ombros. Mas é gostoso. Mal sinto o frio e já vem a estilingada – o elástico me joga para cima, a tensão vai embora e naquele momento tudo se transforma em diversão, um despreocupado balançar.

A estilingada é seguida de um suave balanço – Foto: AJ Hackett

Depois, você leva para casa fotos e vídeo do salto – dá para mostrar aos amigos, postar no Facebook, se gabar pelo momento de bravura. E também um diploma no qual atestam que você não é mais um “Average Joe” – a versão do nosso “Zé Mané” para os países de língua inglesa.

Mas ninguém deve se sentir obrigado a saltar apenas para contar aos colegas. Um dos instrutores fez uma pergunta que dá o que pensar: “Você quer saltar ou precisa saltar? São coisas diferentes”. Bom, caso você se anime, o salto custa 180 dólares neozelandeses (NZ$) ou R$ 356 e você encontra mais informações em bungy.co.nz.

Apesar da descarga de adrenalina, acredite se quiser: não foi a experiência mais radical da viagem. A aventura continua, nos posts a seguir.

Operação resgate: missão cumprida – Foto: AJ Hackett

  • SAIBA MAIS:
  • Passagem aérea: SP – Auckland – SP: R$ 4.384 na Emirates, R$ 4.534 na Aerolíneas Argentinas, R$ 5.195 na TAM, R$ 5.702 na LAN e R$ 7.104 na Qantas. Voos com conexão
  • Idiomas: inglês e maori
  • Moeda: R$ 1 equivale a 0,51 dólares neozelandeses
  • Clima: calor de novembro a abril; de junho a agosto, a temperatura cai e chove mais
  • Blog: veja a queda de bungy jump em blogs.estadao.com.br/viagem

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