Veneza: crônica de uma morte ironizada
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Veneza: crônica de uma morte ironizada

Carla Miranda

14 Novembro 2009 | 23h36

Gôndolas com o caixão a bordo. REUTERS

Gôndolas com o caixão a bordo. REUTERS

Vestidos com o negro do mais profundo luto, moradores realizaram ontem o “funeral” de Veneza. Com população abaixo de 60 mil almas, a cidade está ameaçada de virar um museu vivo, disseram os organizadores do “enterro” à agência Associated Press.  Dezenas das tradicionais gôndolas cruzaram o Grande Canal levando um caixão rosa, padres, carpideiras…  A cena final da ópera bufa ocorreu na frente da prefeitura, onde o grupo depositou o caixão.

Luto total, com a Ponte Rialto ao fundo. REUTERS

Luto total, com a Ponte Rialto ao fundo. REUTERS

Há décadas o altíssimo custo de vida em Veneza vem espantando moradores e, em meses de poucos turistas, a cidade tem, de fato, uma aparência vazia. “É evidente que Veneza precisa garantir a permanência de seus atuais moradores e atrair outros. Caso contrário, estamos nos arriscando a virar apenas uma meca turística”, disse  Mara Rumiz, responsável pelas estatísticas demográficas da cidade, em entrevista à AP. Ela garante, no entanto, que a “morte” ironizada é prematura. Agora é só esperar para ver os próximos atos.

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