Eu escolhi viajar
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Eu escolhi viajar

Karina Oliani

10 Agosto 2018 | 13h07

 

O assunto hoje não é nem debate presidencial, muito menos o fim do Esporte Interativo que me deixou muito triste assim que fiquei sabendo em um raro momento que consegui acessar a internet enquanto faço um trekking pelo Monte Kilimanjaro, aqui na África. Quero falar sobre escolhas, sejam elas a decisão de uma pessoa em quem votar para dirigir o nosso país, o posicionamento de empresas como tivemos nessa semana e que agitaram o mercado ou a escolha pessoal em não fazer alguma coisa (ou nada).

Não é a primeira vez que venho ao Monte Kilimanjaro e infelizmente as condições de comunicação que me encontro fazem com que seja um milagre que se consiga chegar estas linhas ao blog. Fotos da minha viagem anterior, vou ficar devendo as novas, mas prometo caprichar em um próximo texto. Eu já estou acostumada com esses períodos de isolamento e aproveito ao máximo para pensar na vida, relembrar o que aprendi em viagens e até mesmo definir qual será o meu próximo desafio.


A cada passo dado aqui neste trekking levo um pouco comigo também daquela menina que antes de querer ser médica já quis ser oceanógrafa. Era apaixonada pelo mar e animais marinhos, fiz curso aos 12 anos e aos 16 já exercia a atividade de divemaster para, depois, ser instrutora de mergulho. Tudo se encaminhava para isso quando a hora da decisão chegou e senti que apesar de toda aquela minha paixão, a Medicina era a minha missão. Foi a minha escolha profissional. Aliada a esta, fiz outra opção de vida: eu não ia ser qualquer médica.

A vida me deu condições para eu embarcar em diversas aventuras e aliar a nobreza da minha profissão em ajudar ao próximo que raramente têm acesso a serviços de saúde com minha paixão pura por viagens em terra, ar e mar. Seja em passeios curtos a bordo do meu Volvo por alguma cidadezinha por aí ou pegando um voo para outro continente, toda viagem leva uma pessoa que nunca volta a mesma. Sim, a gente gasta um tanto, mas voltamos mais ricas de histórias. E como temos! Felizmente vejo muitos por aí que estão conseguindo fazer essa escolha de conhecer culturas, realidades diferentes e compartilhando cada descoberta, perrengue e curiosidades sejam em livros, blogs, sites…

Nas palestras em que eu sou convidada para contar as minhas peripécias pelo mundo, costumo fazer uma brincadeira com a minha equipe de cronometrar quanto tempo aparecerá a pergunta “que conselhos você dá para quem quer ter uma vida de viajante?”. Ela sempre surge. Minha resposta é simples, curta e reta baseada em três “pontos”: Planejem, estejam prontos para o inesperado, e curtam.

Por mais que não seja a primeira vez que eu esteja aqui no Kilimanjaro, sempre tem algo novo para se descobrir. Um segundo olhar pode ser até mais interessante que o primeiro. Mas quando o que se está na sua frente é o desconhecido, meus amigos, se joguem!  A palavra aventura tem o significado de “o que está por vir”. Nossa vida é a maior dessas aventuras, ela passa rápido demais.

Eu escolhi estar sempre fora da minha zona de conforto e viajar, fazendo de tudo que está ao meu alcance para trabalhar e viajar. E você, o que escolheu para a sua vida?