Ciclovias alterlatinas e o cicloativista David Byrne

Ciclovias alterlatinas e o cicloativista David Byrne

O músico David Byrne esteve pela América do Sul estimulando o debate da mobilidade urbana pela ótica do pedal.

Paulina Chamorro

03 Novembro 2011 | 11h35

No dia 17 de julho participei de uma das discussões mais bacanas sobre urbanismo, direito de ir e vir, uso público e privado, calçadas, ciclovias, carros, e tudo mais.
Recebi o convite do Instituto Parada Vital para mediar o ‘Fórum Cidades, Bicicletas e o Futuro da Mobilidade’, uma a conversa a evoluir, no Sesc Pinheiros, em São Paulo .
Era uma iniciava de ninguém mais, ninguém menos que o multi-artista e maravilhoso David Byrne.
Além de lançar um livro delicioso relatando sua paixão de ver as cidades a bordo de uma bike, ‘ Diários de Bicicleta’ (Editora Marilis), ele é profundamente interessado na cultura e história de cada lugar que tem contato.
Isso o incentivou a ser uma espécie de cicloativista, mas com a pretensão de discutir desde o uso público de áreas de maneira mais sustentável (ou óbvia, dependendo do ponto de vista).
O vídeo do debate está disponível no youtube. Veja aqui:

Nos últimos anos tive contato a opções muito diferentes da América do Sul. Muitas são filhotes das idéias aplicadas pelo grande urbanista e prefeito várias vezes da cidade modelo no Brasil, Curitiba, Jaime Lerner.
Tive a oportunidade de entrevista o ex-prefeito de Bogotá, o colombiano Enrique Peñalosa, candidato derrotado recentemente, mas que percorre o mundo como consultor em urbanismo apresentado a solução bem sucedida na capital colombiana, o TransBus.
Enrique já pedalou muito com Byrne. E eles têm tudo a ver. Olha eles aqui:

Pelas ruas de Santiago, no Chile, mesmo sem ciclovias, lembro-me muito bem de fazer tudo de bike. E se usava muito aquelas bikes de aro fino, de corrida igual para terrenos planos, onde pode-se usar a rua ou a calçada. Não é o ideal. E no centro é impossível. Mas as pessoas usam pouco as ruas. Tenho uma impressão que na minha capital o pessoal gosta mesmo de ficar dentro de casa.
Já em Buenos Aires, uma cidade boêmia, onde tudo é a rua, na última visita em junho de 2011 já pude ver a expansão promovida pelo prefeito Macri, de ciclovias muitos boas em grandes avenidas. Fazia muito frio, mas tinha muita gente usando. Também um terreno plano, destaco.
Algumas ciclovias de Buenos Aires: