10 razões para marcar aquela visita a Inhotim

Desde que foi aberto ao público, em 2006, o Instituto Inhotim - de Brumadinho, a 60 km de Belo Horizonte - não saiu mais da mídia. É, a um só tempo, o queridinho dos críticos e a maior atração turística de Belo Horizonte do momento. Veja por que você não deveria mais adiar a sua visita. O museu abre de quarta a sexta-feira, das 9h30 às 16h30; sábado, domingo e feriado até as 17h30. O ingresso custa R$ 16.

Ricardo Freire, O Estado de S.Paulo

28 Setembro 2010 | 01h33

As novas galerias. Dia 23 de setembro foram reveladas novas obras em sete pontos do terreno. A mais radical é a instalação Desert Park 2010, da francesa Dominique González-Foerster. A artista ocupou uma colina com uma coleção de abrigos de ônibus de concreto contidos por uma ilha de areia. A obra exprime à perfeição a terceira onda de Inhotim, que é a incorporação de projetos site specific: o artista escolhe um lugar determinado e só então cria a sua obra. Isso ocorreu em parte também com a galeria do fotógrafo Miguel Rio Branco: as obras não são inéditas, mas o prédio em que estão expostas foi desenhado a partir da proposta do artista. Todas as novas peças estão esmiuçadas em um hotsite dentro do inhotim.org.br.

As galerias originais. Os grandes hits do Inhotim continuam por lá. Os fuscas multicoloridos de Jarbas Lopes, agora no pátio da Galeria Praça. A popularíssima instalação Desvio Para o Vermelho, de Cildo Meireles, que voltou a seu lugar original depois de dois anos viajando. Os azulejos portugueses gigantes de Celacanto Provoca Maremoto, de Adriana Varejão. O som extraído do fundo da terra de Doug Aitken. O iglu com luz estroboscópica de Olafur Eliasson. A instalação sonora de 40 caixas acústicas representando um coral de Janet Cardiff. Tudo está a postos para ser descoberto ou revisitado.

O paisagismo. Muitas das galerias se relacionam com a topografia e a vegetação do lugar. Mas quando não dialogam com as obras, a natureza e o paisagismo do Inhotim servem - literalmente - como respiro entre uma visita e outra. Dá para digerir, refletir, limpar a vista para a próxima galeria. Sem contar que o Inhotim pode ser visitado como um jardim botânico: muitos de seus ambientes foram inspirados na obra de Burle Marx.

O hype. Nenhum outro museu brasileiro é tão incensado internacionalmente quanto o Inhotim. O instituto já saiu em todas as publicações que importam - incluindo a T Magazine, do New York Times. Aqui no Brasil, o Inhotim acaba de ser escolhido pelo Guia 4 Rodas como a "atração do ano". Todas essas credenciais fazem os visitantes chegarem ao Inhotim tomados pelas expectativas mais elevadas. O incrível é que, mesmo assim, saem maravilhados. Tente encontrar algum relato não entusiasmado sobre o Inhotim: você não vai achar.

As visitas orientadas. O Inhotim é perfeitamente visitável sem guia ou bula. Mas as visitas orientadas enriquecem a experiência ao revelar detalhes da criação das obras e da dinâmica do instituto. Há três tipos de visitas: artística (normalmente focada em algum artista ou galeria), ambiental (com ênfase no paisagismo e na vegetação) e panorâmica (a mais completa). Esta ocorre de quarta a domingo, às 11 horas e também às 14 horas; as demais, só nos fins de semana.

O ônibus direto. Aos sábados, domingos e feriados há um ônibus da Saritur que sai da rodoviária de Belo Horizonte (plataforma F2) às 9 horas e parte de volta às 16 horas. A viagem leva cerca de 90 minutos e custa R$ 24,80 (ida e volta). É bom comprar com antecedência: na hora o ônibus pode estar lotado (tel.: 31-3419-1800).

A vista do caminho. Indo de carro, o caminho mais bonito é o que sai de Belo Horizonte por Nova Lima (trevo do BH Shopping). Por ali você pode passar no restaurante panorâmico Topo do Mundo (topodomundo.com.br). Ou, se quiser dividir a sua visita em dois dias (altamente recomendável), hospede-se na charmosa pousada Estalagem do Mirante (estalagemdomirante.com.br; diárias desde R$ 185).

A programação musical. Volta e meia o teatro do Inhotim é palco de concertos de música erudita. Neste ano estão previstas apresentações da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, em 2 de outubro e 4 de dezembro, às 15 horas.

A proximidade de Ouro Preto. Atalhando por estradinhas vicinais até a BR-040 (onde você logo pega a BR- 356), Ouro Preto fica a meros 110 km de Brumadinho. O percurso é vencido em duas horas. O bate-volta - em qualquer uma das direções - é um pouco sacrificado. No entanto, a dobradinha Ouro Preto-Inhotim, com pernoites nos dois lugares, faz uma viagem redondíssima.

O fim de semana em BH. Passar o fim de semana em Belo Horizonte é tudo de bom: as tarifas dos hotéis despencam, o trânsito desempaca e quem fica na cidade se dedica a cultuar seus botecos. O roteiro perfeito é começar no meio da semana por Ouro Preto e Brumadinho, vindo na sexta para BH. Hospede-se em algum bairro central: Lourdes tem a vida noturna mais mauricinha; a Savassi, a maior oferta de hotéis; e a Praça da Liberdade, as tarifas mais camaradas. Dedique-se aos botecos na sexta e no sábado e no domingo dê um pulinho na Pampulha, encerrando os trabalhos com um lauto almoço no Xapuri (Rua Mandacaru, 260, 31- 3496-6198).

 

 

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