Fabio Vendrame/ Estadão
Fabio Vendrame/ Estadão

3. Pelo Rio Serrano até o Parque Nacional Bernardo O’Higgins

Passeio tem trila tranquila e almoço patagônico de cordeio com batatas

Jéssica Otobani, O Estado de S. Paulo

06 Março 2018 | 04h40

O segundo passeio de barco do meu roteiro pela Patagônia chilena me levou ao Rio Serrano, que recebe a carga de diversos lagos e rios da região e deságua no Oceano Pacífico. Dali pude admirar o Campo de Gelo Sul, a terceira maior extensão de gelo continental do mundo. 

Depois de uns 45 minutos a bordo de um bote inflável em alta velocidade, exposta a um vento forte e gelado que dificulta a observação da paisagem e congela até o último fio de cabelo (prepare-se!), desembarquei na entrada do Parque Nacional Bernardo O’Higgins.

Fundado em 1969, o parque abriga mais de 60 espécies de pássaros. Há uma trilha tranquila – mas que ainda exige atenção em razão da presença de pedras e poças d’água – de cerca de 1 quilômetro. Ela leva aos pés do Glaciar Serrano, onde uma geleira “escorre” entre duas montanhas até chegar ao lago de mesmo nome, formando uma paisagem magnífica.

A bordo de um catamarã, seguimos de volta, mas não sem antes parar na Estância Puerto Consuelo (puertoconsuelo.com) para um almoço patagônico. À mesa, um dos pratos principais da gastronomia chilena: um delicioso cordeiro com batatas, servido após uma salada de folhas e uma sopa tradicional feita com verduras, carne de vaca e arroz, a carbonada. 

A refeição, claro, foi acompanhada por um saboroso vinho tinto chileno. Para os que não quiserem provar o cordeiro, também é servido frango assado. O passeio completo, incluindo a refeição, sai por 89.500 pesos chilenos (R$ 490).

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