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3.Escolha do destino

Não é só a diferença cambial que impacta no preço do intercâmbio

O Estado de S.Paulo

31 Maio 2016 | 04h10

Na hora de escolher o destino, o intercambista precisa levar em conta fatores como custo de vida e deslocamento até a escola. “Às vezes, a simples escolha de uma cidade menor já faz diferença”, explica Luiza Vianna, da CI. A libra cara, na casa dos R$ 5, fez com que o Reino Unido passasse da 3ª para a 5ª posição entre os destinos mais procurados, segundo pesquisa da Belta. Mas se o seu sonho for passar um tempo na Inglaterra, a substituição de Londres por outra cidade (mesmo que a 1h ou 2h da capital) já reduz o custo de vida. Gastos com transporte também diminuem, já que as chances de você morar perto da escola aumentam. “Em Londres, tempo é dinheiro. O valor da acomodação é mais acessível no subúrbio, mas vai ter um custo maior com transporte”, diz Bruno Passarelli, da Descubra o Mundo. 

O interesse por Malta, uma ilha de língua inglesa no Mediterrâneo, vem crescendo nos últimos anos graças ao baixo custo de vida, embora a moeda local seja o euro. “Os preços são pau a pau com o Canadá”, explica Tutty Bicalho, da CVC. Fique atento: de junho a agosto os preços sobem, mas entre abril é maio o clima é agradável e os valores, convidativos.

Mesmo no Canadá, o queridinho dos intercambistas brasileiros por conta da qualidade das escolas e do preço favorável, trocar Toronto, que tem custo de vida mais alto, por Montreal já representa uma economia. Vancouver, por sua vez, pode ser interessante em razão do grande número de escolas, que competem entre si e acabam praticando preços mais baixos que em outras cidades.

Com custo de vida acessível, boas escolas e diferença cambial favorável (1 rand equivale a R$ 4), a África do Sul é ótimo negócio para quem precisa dar um upgrade no inglês, mas está com o orçamento comprometido. “A economia pode significar fazer mais passeios e atividades no país”, destaca Luiza. Para intercâmbios de longa duração, Irlanda, Austrália e Nova Zelândia são os mais procurados por oferecerem permissão de trabalho (leia mais no item 5)

Fique atento, contudo, às despesas com visto, exigido por Estados Unidos, Canadá e Austrália. Dependendo da duração do curso, você não terá essa despesa se a sua escolha for um país da Europa, onde o turista pode ficar por até três meses sem precisar do visto.

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