Adriana Moreira/Estadão
Adriana Moreira/Estadão

4 - Galés

Passeio de jangada às piscinas naturais são o hit da região

O Estado de S.Paulo

21 Novembro 2017 | 03h30

Com mais de 400 mil hectares de área e se estendendo ao longo dos litorais de Pernambuco e de Alagoas, a Área de Proteção Ambiental (APA) Costa dos Corais engloba algumas das piscinas naturais mais famosas do País (como Porto de Galinhas e Maragogi) e outras menos concorridas (como as de São Miguel dos Milagres). Da Praia do Toque às piscinas são no máximo 10 minutos em pequenas jangadas – o horário de saída e chegada vai depender da maré, por isso, combine com o próprio jangadeiro.

 A Associação de Jangadeiros de São Miguel dos Milagres (82-99996-1745) cobra, em média, R$ 50 pelo passeio. Mas as pousadas costumam ter seus jangadeiros de confiança – que, muitas vezes, até oferecem descontos para os hóspedes. Quem me conduziu com muito bom humor e histórias para contar foi o Roxo, nascido e criado no povoado de Porto da Rua, vizinho ao Toque.

Roxo (que gosta de ser chamado pelo apelido, e, para sanar qualquer dúvida, mostra o crachá de condutor com o nome que ele mesmo escolheu) não vive apenas das galés. Também é pescador e monitor do Projeto Peixe-Boi (mais informações na página 6), e não gosta quando as pessoas não seguem as regras de preservação.

 “Olha ali, não pode fazer isso não, o jangadeiro tem de orientar o pessoal”, diz, apontando para um grupo de turistas andando sobre uma área de recifes na qual, segundo ele, isso não é permitido. Comento que a água é tão transparente que, mesmo batendo perto da cintura, vejo meus pés. “Ah, mas anda chovendo muito. No verão, a cor do mar é muito mais bonita.”

Os jangadeiros sempre têm snorkel para emprestar aos turistas, que se deleitam observando peixinhos coloridos que nadam entre as galés. Mas vale a pena investir em um próprio, já que nem sempre os equipamentos estão em bom estado – e, convenhamos: é um bom investimento em um mar cristalino como o da região, onde qualquer mergulho no mar pode render surpresas. 

Depois de um tempo nadando por ali, Roxo me pergunta se quero visitar também as piscinas do povoado vizinho de Porto da Rua. Por que não? 

Há apenas mais uma jangada além da nossa, e alguns pescadores que vieram caminhando da praia, graças à maré baixa. Tudo lindo: mais exclusivo, mais peixes – e mais correnteza. “É que a maré já começou a subir”, explica Roxo. “É bom esse povo da pescaria se apressar, porque agora vai ser rápido.” Pergunto quanto tempo temos e ele me tranquiliza: “Calma, ainda dá para você ver muito peixe antes de a gente voltar.”

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