Arquivo pessoal
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5. Dar a volta ao mundo

Felipe Mortara, O Estado de S. Paulo

30 Dezembro 2014 | 03h00

Só em 2014, o empresário paranaense José Victorelli, de 31 anos, já perdeu a conta de quantos destinos visitou. “Alguma coisa entre 35 e 40 países, mas eu quero conhecer todos os países do mundo. Menos a Somália, a situação está complicada por lá”, conta ele, que adotou o apelido de Zellfie nas redes sociais, onde posta selfies e vídeos bem-humorados de suas peripécias. Quem sabe dar uma volta ao mundo também não seja a sua resolução de ano-novo

Diferentemente de Zellfie, que tem feito sua volta ao mundo em parcelas, você pode organizar sua sonhada viagem de uma só vez. As principais alianças de empresas aéreas oferecem os chamados bilhetes RTW (round the world ticket), que combinam uma série de trechos predefinidos. Entretanto, é preciso ficar de olho nas regras para encontrar o bilhete que se encaixe na sua viagem.

A Star Alliance (staralliance.com/pt) reúne 27 empresas, totalizando 1.321 aeroportos em 193 países, e oferece um software online que permite imaginar ponto a ponto sua jornada – são no mínimo três e no máximo 15 destinos – e, ao final, já calcula a tarifa.

O cálculo é feito com base em quatro níveis de milhagem (de 26 mil a 39 mil milhas), do ponto de partida e da classe de serviço, mais taxas. Um bom exemplo de itinerário: São Paulo – Lisboa – Frankfurt – Istambul – Cingapura – Pequim – Tóquio – Chicago – Cidade do Panamá e São Paulo. Com parada em todos os destinos, a tarifa custa US$ 4.270.

Na Oneworld (oneworld.com), a contagem é feita não só por milhas, mas também por continente. É possível desenhar roteiros passando por, no mínimo, três continentes, com apenas uma partida e uma chegada intercontinental em cada. Como são quase mil destinos em 150 países, talvez a maior dificuldade seja escolher 16 pontos de parada – sempre seguindo uma única direção. Dois problemas: garimpar no site voo a voo para obter uma cotação prévia do bilhete integral e voos com conexões. Uma opção com bom custo-benefício são as tarifas circle, ideais para quem deseja visitar vários continentes sem literalmente dar a volta ao mundo.

As 20 associadas da Sky Team chegam a 1.064 destinos em 177 países. O software planejador de volta ao mundo permite de 3 a15 paradas, por períodos que variam de 10 dias a um ano. As regras de sentido único e de milhagem máxima são iguais às das outras alianças – além disso, é possível compartilhar seu plano de viagem com os amigos nas redes sociais. Um bilhete com nove paradas, saindo de São Paulo e passando por Lisboa, Paris, Istambul, Délhi, Pequim, Sydney, Los Angeles e Nova York, custa US$ 6.080. 

À sua maneira. Apesar da praticidade, as passagens fechadas de volta ao mundo podem não valer a pena. “Eu pretendia viajar por mais de um ano e variar a direção dos trechos aéreos, por isso descartei essa opção”, conta o estudante Felipe Santana, de 21 anos, que cruzou 32 países em 18 meses. Ele comprou trechos isolados com milhas e evitou aviões. Santana lembra que o roteiro foi improvisado, mas a lista de países onde queria ir já existia. “Eu tinha os pontos, mas não os caminhos que ligam esse pontos”, explica.

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