5 lugares simpatizantes para passar a lua de mel gay

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Ricardo Freire, O Estado de S.Paulo

09 Junho 2015 | 12h59

Foi tanta celeuma por causa de um mero comercial de televisão do Dia dos Namorados que muita gente parece não se dar conta de que o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo é reconhecido por lei no Brasil. E como quem casa quer lua de mel, aqui vão sugestões de lugares onde casais de duas moças ou dois rapazes vão gostar de estrear as alianças no anular esquerdo.

Curaçau. Enquanto as ilhas do Caribe britânico não veem casais gays com bons olhos (a Jamaica criminaliza o sexo entre dois homens), o Caribe holandês oferece uma tolerância importada da metrópole. Curaçau não chega a ter uma cena LGBT porque é tudo muito misturado - héteros e gays vão aos mesmos lugares. É um lugar perfeito para uma lua de mel ao sol (a ilha é árida e está fora da rota dos furacões) sem o menor risco de discriminação. Tudo fica ainda mais perfeito se você escolhe um dos hotéis-butique de Pietermaai, o bairro mais descolado de Willemstad: escolham entre St. Tropez e Pietermaai Apartaments.

Buenos Aires. A Argentina foi o primeiro país sul-americano a instituir o casamento igualitário. O primeiro beijo gay em novela também aconteceu antes lá - e um dos personagens era jogador de futebol. A cultura gay se inseriu até em uma das mais sagradas tradições argentinas, o tango. A milonga Tango Queer, que acontece nas noites de quarta-feira em San Telmo, está comemorando dez anos de noitadas abertas a todos que queiram dançar tango, em qualquer um dos papéis (condutor ou conduzido). Como em toda milonga, quem chega às 20 horas pode contratar aulas (o baile começa oficialmente às 22 horas).

Amsterdã. Se existe um lugar onde ser gay é tão banal quanto ser canhoto, este lugar é a Holanda. Em Amsterdã, melhor do que se enfurnar em bares LGBT é se divertir nos bruine cafés (cafés marrons), que são o equivalente holandês dos nossos botequins. Com ótima cerveja e decoração kitsch, esses lugares são tão animados que de repente os clientes irrompem a cantar em uníssono uma música que esteja tocando no alto falante. Pode haver algo mais gay que isso? Um bom endereço: De Twee Zwaantjes.

Provincetown. Há muitos lugares nos Estados Unidos com grandes comunidades gays - como o Castro em San Francisco, Wilton Manors em Fort Lauderdale, Key West e Palm Springs. Mas se você tem curiosidade em visitar uma cidade em que a população gay é maioria, dê um pulinho em Provincetown (Massachusetts), na pontinha de Cape Cod. Originalmente colonizada por açorianos que se ocupavam da pesca de baleias (até hoje há restaurantes e padarias portuguesas na cidade), Provincetown foi adotada por escritores e artistas gays e se tornou uma colônia de férias LGBT. A alta temporada vai do Memorial Day ao Labor Day (este ano, de 25 maio a 7 de setembro). Há voos diretos de Boston.

Vila de Santo André. Em termos gerais, um casal de moças ou de rapazes será bem recebido em qualquer destino turístico do Brasil: hotéis e pousadas estão escolados no assunto e, se aparecer a pergunta "a cama é de casal?", saiba que na grande maioria dos casos terá sido feita apenas para confirmação, sem juízo crítico. Mas caso você esteja à procura de um lugar tranquilo com uma energia gay, considere a praia de Santo André, em Santa Cruz Cabrália, a 30 quilômetros de Porto Seguro. Há alguma coisa no ar (ou na água do mar) que faz com que casais gays, sobretudo de mulheres, acabem comprando casas e se estabelecendo por lá. Não diga que este colunista não avisou.

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