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7 gastos que você esquece de prever na viagem com crianças

Número de malas para carregar aumenta; o de braços dos adultos, não

Mônica Nobrega, O Estado de S.Paulo

19 de fevereiro de 2019 | 04h32

Evidente que, com filhos incluídos, o custo da viagem sobe. Mas não é de passagens aéreas, da cama extra no quarto de hotel, do quarto conjugado para crianças maiorzinhas, nem mesmo dos oito sorvetes a cada ida à praia que quero falar. Esses você não esquece. O assunto aqui são gastos extras dos quais a gente nunca lembra, e que causam impacto significativo no orçamento total da viagem. 

Seguro. É ainda mais indispensável se o destino está fora do alcance do plano de saúde da família. As principais marcas que atuam no Brasil oferecem seguros para crianças – faça a pesquisa no site segurospromo.com.br. Pontos a se atentar: faixa etária da cobertura; repatriação garantida, para o caso de a criança precisa voltar sozinha ao País; tipo de programação envolvida na viagem, como esqui e cruzeiro; permissão de acompanhante em caso de internação hospitalar. O custo é o mesmo do seguro para adultos: para uma semana na Europa, por exemplo, começa em R$ 130. 

Transfers de chegada e saída. Sozinho, você é o viajante mais descolado do mundo e só precisa de um trem ou de uma linha de ônibus para ir do aeroporto até o seu hotel. Com criança, no entanto, o número de braços adultos continua o mesmo, mas o de malas a carregar dobra, triplica... Coloque no orçamento da viagem os transfers de chegada e partida. 

Cadeirinha para carro alugado. O aluguel custa, em média, R$ 20 por dia no Brasil. Nos Estados Unidos, locadoras cobram de US$ 10 a US$ 20 a diária; a partir de US$ 40 você compra uma nova em supermercados. Na Europa, aluga-se por 5 a 15 euros por dia, e compra-se nova por um mínimo de 50 euros. Antes de decidir pela compra, lembre-se que você terá de sair do aeroporto já com a criança na cadeira. Algumas aéreas transportam a cadeira sem custo extra. Consulte. 

Carrinho mais leve. O modelo grandalhão do dia a dia pode até ter rodas ótimas para as calçadas irregulares da sua cidade, e o tamanho ideal para a soneca do bebê no meio de um passeio. Mas, numa viagem, talvez dispute espaço com as malas em quartos de hotéis econômicos, ou renda caras feias de taxistas por não caber no porta-malas. Considere comprar um modelo do tipo guarda-chuva (aqui mesmo no Brasil ou, se o destino for os Estados Unidos, num supermercado local, desde US$ 30), mais compacto e desmontável. 

Refeições completas – duas por dia. É outro aspecto que muda bastante em relação às viagens sem filhos. Crianças precisam manter uma rotina alimentar para preservarem o bom humor e a disposição, e isso significa que a velha estratégia e fazer uma refeição completa por dia e preencher o resto do tempo com lanchinhos e comidinhas de rua pode não ser mais eficiente. 

Brinquedos de personagens. Um gasto a ser considerado por quem vai a parques temáticos como Disney, Universal e SeaWorld. Você sabe (ou deveria saber): toda atração termina em lojas tentadoras onde bonecos não custam menos de US$ 30. Combine com as crianças antes de sair de casa quantas aquisições serão autorizadas. 

Kids clubs. Clubinhos infantis de resorts e navios têm uma programação incluída no seu pacote – em geral descrita no site – e um outro menu com atividades e até passeios extras, cobrados separadamente, que você só descobre depois do check-in. 

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