Epitácio Pessoa/Estadão
Epitácio Pessoa/Estadão

7 - Projeto peixe-boi

Passeio leva turistas para visitar o mamífero em seu hábitat

O Estado de S.Paulo

21 Novembro 2017 | 03h30

É muito carisma. Embora possa chegar a um peso de 600 quilos e até 4 metros de comprimento, o peixe-boi marinho é um animal doce e curioso, totalmente inofensivo. Mas foram essas características que o transformaram em presa fácil de caça no passado, deixando o mamífero à beira da extinção. 

A reprodução também não é o forte do peixe-boi. A mãe dá à luz apenas um bebê, depois de 13 meses de gestação – e as águas calmas do Rio Tatuamunha estão entre os lugares favoritos da espécie para esse processo. 

É ali, às margens do rio, que funciona a Associação Peixe-Boi. Embora já houvesse passeios para observar o animal no passado, foi em 2009 que comunidade, prefeitura, Estado e ICMBio se uniram para criar o projeto. Graças a um programa de televisão, a sede foi totalmente reformada há três anos e ganhou sala de espera para grupos, balcão de atendimento e espaço para mostrar o artesanato feito pela comunidade (difícil resistir aos peixes-boi de pelúcia, de todos os tamanhos e cores). 

Atualmente, as visitas são agendadas e custam R$ 50 – há um limite de 70 pessoas por dia para fazer o passeio. Na jangada, além dos turistas, vão dois remadores e um condutor, que explica as características do animal. Não é permitido tocar ou alimentar o peixe-boi. No dia da minha visita, vimos dois indivíduos, que estavam mais concentrados em suas refeições do que na nossa jangada. 

Embora a sede tenha ganhado cara nova, a área de embarque e desembarque das jangadas ainda é provisória – a antiga ponte que levava às embarcações está sendo restaurada.

 

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