A aura cosmopolita de Kuala Lumpur

Capital mescla com perfeição restaurantes estrelados, vida noturna agitada e comércio de rua

O Estado de S.Paulo

05 Janeiro 2010 | 01h21

THE NEW YORK TIMES

Cafés antigos em iluminadas highways. Profissionais de terno e gravata atendem ao chamado do muezim em seus escritórios de aço e vidro. Diferentes grupos étnicos - malaios, chineses e indianos - se esbarram em grandes shoppings e parques, o que reforça a atmosfera cosmopolita. Fundada em 1857, Kuala Lumpur, a capital da Malásia, está repleta de justaposições improváveis.

Com seus gigantescos arranha-céus, restaurantes estrelados e agitada vida noturna, a cidade tem emergido como uma das mais fascinantes metrópoles do Sudeste Asiático, com as comodidades de uma grande cidade, mas numa escala mais amigável.

Há 150 anos, KL, como os locais a chamam, era pouco mais que um entreposto em meio à selva, dominado por garimpeiros de estanho. Mas o comércio bem servido transformou a Praça Merdeka (no cruzamento da Jalan Raja e Lebuh Pasar Besar) em centro da vida colonial britânica. A praça de grandes palmeiras se mescla a marcos centenários como o edifício Sultan Abdul Samad, que apresenta uma mistura de arquitetura moura e mongol. Historicamente, a praça é também o local onde os malaios declararam sua independência da Grã-Bretanha em 1957.

O crescimento astronômico da cidade pode ser observado claramente durante um coquetel no Sky Bar, no 37º andar do Traders Hotel, de onde se tem a vista total das Torres Petronas. Reserve um dos sofás na primeira fileira e curta o cenário. Bebidas a partir de 29 ringgits ou cerca de R$ 15.

Você pode continuar a noite no clube No Black Tie ou em um dos muitos bares para gostos variados instalados na região. A casa noturna recebe shows de jazz, world music, poesia e até música clássica, atraindo bon vivants ávidos por tomar uma taça de vinho ou mordiscar comida japonesa.

A vida noturna ferve também na Changkat Bukit Bintang, conhecida como CBB. Na rua há de tudo um pouco: pubs irlandeses, danceterias e restaurantes. Entre os pontos badalados, o Werner"s on Changkat combina uma bela decoração, boa música e drinques convidativos como o martini de maracujá (28 ringgits ou R$ 14). A poucos passos dali está o Cloth & Clef, de estilo jovem, com bandas indie e DJ"s. Se você quiser uma experiência plena na noite dos clubes de KL, pegue um táxi até a Zouk, complexo com seis pistas de dança.

OPÇÕES À MESA

Restaurantes estrelados e chefs renomados espalham-se pela capital. Muitos deles em shoppings, como o Enak KL, que oferece a mais fina cozinha malaia em um espaço elegante. No cardápio, pratos levemente cozidos, diversificados e picantes, baseados em receitas que passaram de geração em geração na família Razaly, proprietária da casa. Prove o bife defumado agridoce (27 ringgits ou R$ 13,50) ou os camarões grelhados com molho de tamarindo picante (28 ringgits ou R$ 14).

E não é preciso pagar muito para comer bem. A comida de rua de Kuala Lumpur é digna de nota. A megapraça de alimentação popular ao longo de Jalan Alor começa a funcionar às 16 horas servindo sizzling (macarrão frito), mariscos frescos e uma deliciosa carne assada até altas horas.

Para continuar no típico, procure um dos kopi tiam, cafés que foram parte importante da sociedade malaia - hoje quase em extinção. Mas o hábito resiste em lugares como o Yut Kee, que serve seu peng kopi (café gelado com leite) desde 1928. Prove também o roti baba (7,50 ringgits ou R$ 3,80), pão recheado com carne de porco e cebola.

COMPRAR, COMPRAR

Como grande parte do sudeste Asiático, Kuala Lumpur é uma cidade repleta de shoppings. Há muitas opções - entre as mais interessantes, o Sungei Wang Plaza oferece 700 lojas que vendem de produtos com a estampa da Hello Kitty a camisetas com frases do tipo "The Love is All Need".

Só não esqueça de visitar também o comércio de rua, como na Little Índia, onde as vias estreitas com fragrância de jasmim estremecem ao som de Bollywood e lojas de seda produzem ternos Punjabi, num cenário que reproduz a atmosfera indiana. Recupere as energias com o teh tarik, mistura de chá preto e leite condensado, antes de partir para a próxima parada em Chinatown. Depois de caminhar entre bolsas falsificadas e bancas de ervas medicinais, desacelere o ritmo no templo Sin Sze Ya, de 145 anos.

Se quiser manter a linha espiritual, a pedida é conhecer a decoração em mármore rosa e marfim da Masjid Jamek, na Rua Jalan Tun Perak, uma das mesquitas mais antigas da cidade. Aproveite para ver o acervo do Islamic Arts Museum, cuja arquitetura já é motivo suficiente para uma visita.

ANOTE

COMO CHEGAR

SP-Kuala Lumpur-SP: US$ 3.370 na Air France (4003-9955); US$ 3.740 na TAM (4002-5700); US$ 5.100 na Lufthansa (0800- 776-6868); US$ 5.270 na Alitalia (4003-1888); US$ 5.270 na Iberia (00-11-3218-7130) e US$ 6.540 na TAP (0300-210-6060)

Do aeroporto ao centro da cidade, o táxi leva cerca de uma hora e custa, em média, 90 ringgits (R$ 45). O trem expresso leva 30 minutos e custa 35 ringgits (R$ 18)

ONDE FICAR

Hotel Mandarim Oriental:

www.mandarinoriental.com /kualalumpur. Diárias a partir de 539 ringgits (R$ 272)

Hotel Equatorial: www.equatorial.com. Diárias desde

260 ringgits (R$ 131)

ONDE IR

Cloth & Clef: 30 Jalan Changkat Bukit Bintang;

Enak KL: Starhill Gallery, 181

Jalan Bukit Bintang;

www.enakkl.com

Islamic Arts Museum:

Jalan Lembah Perdana;

www.iamm.org.my

No Black Tie: 17 Jalan Mesui; www.noblacktie.com.my

Sky Bar do Traders Hotel: Kuala Lumpur City Centre Park;

www.skybar.com.my

Sungei Wang Plaza: Jalan Sultan Ismail; www.sungeiwang.com

Templo Sin Sze Ya: 14 Lebuh Pudu

Werner"s on Changkat: 50 Jalan Changkat Bukit Bintang; www.wernerskl.com

Yut Kee: 35 Jalan Dang Wangi

Zouk: 113 Jalan Ampang; www.zoukclub.com.my.

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