A barganha é autêntica. Os produtos, nem sempre

As estreitas ruas da Cidade Velha formam novelo de lojas e quiosques

O Estado de S.Paulo

16 Dezembro 2008 | 01h43

Junte a tradição árabe dos mercados e a expertise chinesa para fazer réplicas dos produtos típicos de qualquer canto do planeta e você terá uma idéia do que o aguarda nas mil e uma lojas espalhadas pelas ruas estreitas da Cidade Velha. Há de tudo um muito. De itens religiosos a peças teoricamente de prata. De tapetes a pashminas quase piratas. Como é de se esperar, nenhum produto tem preço marcado - é preciso perguntar quanto vale. E aí começa a barganha. Uma dica útil: nunca aceite pagar o primeiro preço. Se tiver paciência o suficiente, você poderá ficar com o item por cerca de 30% do valor pedido inicialmente. Essa arte milenar tem lá suas normas. Primeiro, os vendedores costumam perguntar de onde vem o turista. Depois, repetem algumas palavras em português, como "amigo" e "preço baixo". Por fim, a maioria assegura que tem "um primo que mora no Brasil" e dá início a uma intensa negociação. Em inglês. Sim. Nos setores mais turísticos da Cidade Velha, todos falam o idioma da rainha Elizabeth II, incluindo motoristas de táxi e ambulantes. ÀS COMPRAS Uma pashmina falsa, por exemplo, tem preço inicial de 60 shekels, o equivalente a US$ 15 (a moeda americana é aceita sem problemas, assim como o euro). No fim, o vendedor oferece o produto por US$ 5. Nem pense em comprar. Barganhe mais à frente e adquira uma pashmina verdadeira pelos mesmos US$ 15. Quer um ícone religioso para dar de presente? Às vezes eles são expostos lado a lado, numa incrível democracia religiosa. Só tente, pelo menos, fugir dos que são muito obviamente made in China. Ou não. Apesar do assédio ao turista nos mercados, a experiência é divertida e os preços, bem baixos. Mas não se iluda: mesmo se você chegou no preço que queria, o sorriso escancarado do vendedor será a prova inequívoca de que quem fez um bom negócio foi ele.NIZA SOUZA

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