A beleza de inesperados balneários

Faixas de areia clara surgem na época da estiagem, formando um cenário disputado por moradores e turistas

Camila Anauate, O Estado de S.Paulo

04 Novembro 2008 | 02h47

Árvores gigantes e rios escuros formam o cenário mais improvável para o surgimento de uma praia de areia branquinha. Mas se você topar com uma dessas durante a viagem pelo Centro-Oeste ou pelo Norte do Brasil, não se assuste. Não se trata de miragem. Quando chega o período de estiagem, faixas de areia se insinuam ao longo do Araguaia, do Negro e do Tapajós. E transformam alguns vilarejos em balneários.   Pelo curso do Araguaia, que se arrasta por 2.630 quilômetros em quatro Estados (Mato Grosso, Goiás, Tocantins e Pará), longas praias e ilhas emergem entre junho e setembro, quando o volume das águas diminui. Cidades como Conceição do Araguaia, Barra do Garças e Aruanã recebem turistas em busca de areia e sol, além das atividades tradicionais na região: pesca esportiva, passeio em pequenas embarcações, observação de pássaros... Na metade de seu caminho, já no Tocantins, o Araguaia se divide em dois braços. Cerca de 500 quilômetros adiante, eles se reencontram para formar a Ilha do Bananal, a maior ilha fluvial do mundo, com 20 mil quilômetros quadrados. São praias e praias cercadas de água doce por todos os lados. Site: www.rioaraguaia.com.br. Pará A cidadezinha de Alter do Chão, bem perto de Santarém, recebe na estiagem o apelido de "Caribe amazônico". A partir de julho, com a baixa do Rio Tapajós, bancos de areia aparecem e formam quilômetros e quilômetros de praias. E o melhor: com águas mornas. A Ilha do Amor, que fica na frente da orla da cidade, também aumenta de tamanho nesta época do ano - é possível chegar até lá caminhando. Já nos outros meses, quando o rio avança em direção às margens, é hora de apreciar a floresta submersa e navegar entre as copas das árvores. Site: www.paratur.pa.gov.br. Amazonas Não é só o Arquipélago de Anavilhanas que brinda os turistas com praias fluviais. Nos arredores de Manaus, outros três destinos no entorno do Rio Negro se transformam em balneários agitadíssimos entre agosto e janeiro. A Praia da Ponta Negra é a mais urbana - e badalada. Com uma faixa de areia com nada menos que 18 quilômetros de extensão, concentra bares e restaurantes, e tem uma vida noturna intensa. Já a Praia do Tupé fica mais movimentada durante os feriados e nos fins de semana. Está a cerca de 34 quilômetros de Manaus e tem acesso restrito por barco, numa viagem que dura aproximadamente uma hora a partir do Terminal Hidroviário da cidade. Durante a vazante, a praia chega a 80 metros de largura - na cheia, não passa de 20 metros. O barco é o único meio de transporte também para chegar à Praia da Lua, na margem esquerda do Rio Negro, a 20 quilômetros de Manaus. As areias formam uma lua em quarto crescente, rodeada por vegetação exuberante. As águas são límpidas e geladas. Mais informações: www.amazonastur.am.gov.br. Tête-à-tête com os botos Uma vez em Novo Airão, não perca tempo: siga logo para o Restaurante Boto Cor-de-Rosa. Além de cozinheira de mão cheia, Marilda Medeiros mantém um interessante projeto para preservação da espécie. Ela cuida de 12 botos e deixa os visitantes alimentarem os animais. Casinhas flutuantes A Pousada Uacari flutua nas águas do Rio Solimões, em Tefé, no Amazonas. São sete casinhas de madeira cobertas com palha, na entrada da Reserva Mamirauá. Os quartos e demais dependências têm capacidade para abrigar até 20 hóspedes. Mais informações: www.uakarilodge.com.br.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.