A cidade que venceu Lampião

Em Mossoró, derrota do cangaceiro virou espetáculo teatral

Fernando Cassaro, Especial para O Estado de S. Paulo

13 Maio 2009 | 19h43

Em sua 13ª edição, o Mossoró Cidade Junina pretende arrastar para a folia 1 milhão de pessoas. A 277 quilômetros de Natal, a cidade se autointitula a detentora do maior arraial do Brasil.

 

Toda a região central é tomada pela festa, com barracas e bandeirolas coloridas. O turista que se aventurar por ali vai encontrar boa música nordestina, quadrilhas, feiras de artesanato e comidas típicas.

 

Mas se toda a cidade está mobilizada, o coração da festa junina fica mesmo dentro da Estação das Artes Eliseu Ventania. A área possui mais de 48 mil metros quadrados, com palcos, barracas e restaurantes, e é onde se apresentam mais de cem grupos musicais. Artistas como a banda Calypso e o cantor Leonardo devem estar no evento.

 

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O arraial não se restringe à Estação das Artes. Em várias praças da cidade ocorrem atividades culturais, como festivais de quadrilhas e encontros de sanfoneiros. Ao todo, Mossoró terá seis palcos para dar conta de todas as atrações.

 

Para os marinheiros de primeira viagem, a dica é assistir à apresentação de um feito histórico: a resistência de Mossoró ao Bando de Lampião. O fato ocorreu em 1927 e é contado em cenário real – a Capela de São Vicente. Lá foi travada a principal batalha entre a população e os cangaceiros.

 

No dia 13 de junho daquele ano, o Rei do Cangaço sofreu o que ele próprio considerava a maior derrota de sua vida como cangaceiro. Após três dias na cidade, que estava em festa, ele e seu bando foram postos para correr de Mossoró. O espetáculo chamado Chuva de Bala no País de Mossoró conta com 55 atores em um palco de 510 metros quadrados. A atração é gratuita e tem sua exibição garantida por 12 dias.

 

Mossoró, com cerca de 230 mil habitantes, tem boa estrutura hoteleira e gastronômica e o turista pode curtir a festa junina tranquilamente. Para se ter uma ideia da força do São João, os hotéis registram taxa média de ocupação em torno de 85% em junho. Para realizar o arraiá, são investidos R$ 4 milhões. Estima-se que essa cifra ajude a movimentar R$ 10 milhões na economia local.

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