A majestosa e conservada Tulum

Construído entre os séculos 12 e 16, sítio arqueológico se transformou no cartão-postal da região

Mônica Nóbrega, O Estado de S.Paulo

09 Dezembro 2008 | 03h11

Está em Tulum o cenário-símbolo da Riviera Maia, o sítio arqueológico de palácios e templos de pedra debruçados sobre o azul impressionante do Mar do Caribe. A principal cidade maia tem suas edificações sobre um platô de 12 metros e deve ter causado espanto e admiração nos conquistadores espanhóis, porque naquela época já era como o turista a vê hoje. A cidade foi construída entre os séculos 12 e 16. Cerca de 60 estruturas permanecem bem conservadas e permitem ao visitante observar detalhes como as pinturas decorativas em várias fachadas. A Tulum original tinha 3 quilômetros de extensão e era um entreposto comercial. Na área murada viviam os nobres e os governantes, cerca de mil pessoas. Ainda do lado de fora dos muros, o guia mostra ao grupo a árvore nativa mais famosa, a chicozapote, matéria-prima para a fabricação de chiclete. Depois, emenda explicações sobre a Península de Yucatán com a apresentação da pedra caliza - porosa e com veios que fazem lembrar corais -, usada para construir os paredões de Tulum. Embora impedido por cordões de isolamento de chegar perto da maioria dos prédios - inclusive do núcleo central, cerimonial e político, separado do resto por uma muralha menor -, o visitante ainda consegue ver características curiosas como os buracos no piso do salão principal das casas. Os mortos da família eram sepultados ali. As praias de Tulum ainda são quase desertas e selvagens, com acesso que depende de estradas não asfaltadas ou de uma longa caminhada pela areia. Estão se multiplicando na região pousadinhas e charmosas cabanas com cobertura de palha que acomodam até quatro pessoas. Os preços ainda são convidativos: a partir de US$ 70 por noite. REDONDEZAS Há outras duas cidades maias feitas de pedra pela redondeza. Os sítios arqueológicos de Cobá e Chichén-Itzá não ficam exatamente na Riviera Maia, mas ambas estão a cerca de duas horas de viagem. Dizem que Cobá tinha aproximadamente 80 quilômetros quadrados e 50 mil habitantes. Suas ruínas guardam a pirâmide mais alta da Península de Yucatán, a Nohoch Mul, com 42 metros. É permitido subir até o alto do monumento conhecido como La Iglesia para admirar a paisagem da Lagoa Macanxoc. O destaque dessa zona arqueológica é a rede de 44 caminhos de pedra construídos entre os séculos 7º e 9º. O mais longo mede 100 quilômetros e chega até Chichén-Itza, complexo de 6 quilômetros quadrados de pura beleza e história. Chichén-Itzá recebe milhares de turistas em duas datas específicas nos meses de março e setembro. Trata-se dos equinócios de primavera e outono, quando o dia e a noite têm duração idêntica e o sol, ao fazer sombra na parte norte do templo Kukulcán, forma sobre os 365 degraus a imagem de uma serpente com mais de 30 metros.

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