Daniel Akstein Batista/Estadão
Daniel Akstein Batista/Estadão

À mesa, cozinha viking e outras invencionices

Impossível falar de gastronomia em Copenhague sem citar o Noma (noma.dk), considerado o melhor restaurante do mundo, comandado pelo chef René Redzepi (as reservas para junho podem ser feitas a partir de 8 de abril). Mas há como comer muito bem na capital sem amargar uma espera tão longa.

COPENHAGUE, O Estado de S.Paulo

19 Março 2013 | 02h13

O chef Anker Sorensen, por exemplo, usou a palavra "simplicidade" para explicar do que se trata a culinária do país. "O segredo é usar a essência dos temperos", disse, antes de iniciar o preparo de um de seus pratos. "A cozinha nórdica só ficou séria de uns 10 anos para cá."

Sorensen administra o Torvehallerne (torvehallernekbh.dk), mercado repleto de ingredientes frescos aberto há dois anos, com 60 estandes de comida. Entre eles, o Palao talvez seja o melhor exemplo de simplicidade. "É uma lanchonete da idade da pedra", brinca. O local reproduz a culinária viking, sem usar temperos comuns dos tempos atuais, como açúcar ou sal. Prove o suco de frutas vermelhas e pimenta - pode soar estranho, mas um gole é suficiente para aprovar a mistura.

Carne de porco e peixe ainda são os principais ingredientes da mesa dinamarquesa. Mas há espaço para inventividade. O smushi (foto) é uma variação do tradicional smorrebrod (pequeno sanduíche aberto) com salmão cru - em resumo: um sashimi em um pedaço de pão de forma. A mistura do prato dinamarquês com o japonês é uma das especialidades do Royal Café (theroyalcafe.dk).

Para beber. Não deixe de provar a fumegante cidra (com ou sem álcool), praticamente um item de primeira necessidade durante o rigoroso inverno do país. Os cervejeiros de plantão devem parar em qualquer pub e pedir uma Jacobsen. Pode não ser barata (cerca de R$ 25 o pint), mas vale cada centavo. /D.A.B.

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