Adriana Moreira/Estadão
Adriana Moreira/Estadão

Adriana Moreira, Alesund

03 Abril 2018 | 05h00

Frito, ensopado, com batatas e tomate, salgado, ao natural, e até mesmo em sashimi. Se você acha insuficiente comer bacalhau apenas em ocasiões especiais como a Semana Santa, saiba que nas mesas norueguesas o pescado é algo cotidiano. Em uma viagem de uma semana para a Noruega, é possível comer bacalhau todos os dias, sem nunca repetir a receita. E, de quebra, matar uma curiosidade: afinal, como é a cabeça de um bacalhau?

Conhecida pela beleza dos seus fiordes e os encantos da aurora boreal, a Noruega também se destaca quando o assunto é gastronomia. E é o bacalhau quem ocupa o centro da atenção – seja em pratos da culinária tradicional ou em criações ambiciosas de chefs inventivos. 

Vale lembrar, contudo, que por lá bacalhau não é um peixe, mas uma receita. “Se você for em um restaurante e pedir bacallao, será um cozido de peixe com batatas, tomates e cebola”, explica o chef Mindor Klauset, do Klippfiskakademiet (Academia do Bacalhau), restaurante que funciona dentro do Aquário de Alesund

No Brasil, o gosto pelo bacalhau foi trazido pelos portugueses. Aliás, não faltam referências ao Brasil no Museu da Pesca – ou Stiftinga Sunnmoreda –, que fica a cerca de cinco minutos de carro do centro de Alesund e funciona num antigo galpão. Fotos e materiais usados na indústria da pesca no passado estão em exibição, e também é possível fazer um passeio de barco na réplica de um veleiro do início do século 20. Veja a programação em bit.ly/oldveleiro. A entrada no museu custa 80 coroas (R$ 35). 

Capital da pesca

Com 47 mil habitantes, Alesund se destaca como principal porto pesqueiro do país. O bacalhau é um dos produtos mais importantes para a economia local, e a indústria da pesca norueguesa é extremamente profissional, com uma linha de produção que começa ainda no barco, em alto-mar. O pescado é parcialmente processado ali mesmo – ou seja: chega limpo (e sem cabeça) em terra firme.

Mas, apesar disso, boa parte das fábricas de processamento de peixe são familiares – caso da Grytestranda Fiskeindustri, onde pai, filha e filho da família Engeseth trabalham nas mais diferentes funções. Terno e gravata atrás de uma mesa? Não necessariamente: vestidos com o mesmo uniforme dos funcionários, no dia de nossa visita eles também separavam o peixe, empilhavam caixas ou faziam contas. Tudo a depender da necessidade da empresa.

Não é só o bacalhau, contudo, que dá notoriedade à cidade. As casinhas coloridas em estilo art nouveau são o cartão-postal de Alesund, que literalmente renasceu das cinzas. Em 23 de janeiro de 1904, um incêndio se espalhou rapidamente pelas casas de madeira e destruiu totalmente a cidade. Três anos depois, Alesund foi reconstruída – hoje, ostenta o título de patrimônio mundial da Unesco.

Um pouco dessa história está disponível no museu Jugendstilneteret, que funciona numa antiga farmácia no centro histórico de Alesund. O ambiente é simples, mas charmoso e acolhedor, com memorabilia, fotos e depoimentos de moradores contando sua experiência na ocasião do incêndio. Entrada a 85 coroas (R$ 35).

Caminhar pelo centrinho, observando os edifícios e seu reflexo na água, é um programa clássico para uma tarde ensolarada. Aliás, com sol, aproveite para subir ao mirante, no restaurante Monte Aksla, com pratos rápidos e saborosos. Se tiver disposição (e o clima ajudar), aproveite para descer os 400 degraus que ligam o mirante ao Byparquen (ou Parque da Cidade) e ver a paisagem se transformando pouco a pouco. 

Com a cabeça, com tudo

Minha grande curiosidade seria satisfeita, finalmente, no aquário de Alesund, o Atlantic Sea Park (entrada a 180 coroas ou R$ 75). Construído à beira-mar, o parque conta com uma ampla área externa onde ficam lontras e pinguins – em tanques separados. 

Leia mais: No caminho do bacalhau

Na parte interna, o imenso aquário poderia ser igual a outros tantos que existem mundo afora, se não fosse por um detalhe. Ali nadam bacalhaus e outras espécies dos mares nórdicos, o que ajuda a compreender as diferenças dos peixes que chegam aos mercados brasileiros.

O bacalhau “oficial”, por assim dizer, é o da espécie Godus morhua – o cod, em inglês. Mais robusto, ele impressiona pelo tamanho e pode pesar até 55 quilos distribuídos em 1,70m. Já o ling é mais esguio, com até 2 metros de comprimento e 40 quilos, e sua carne se assemelha muito à do bacalhau. O zarbo é bem menor: atinge no máximo 9 quilos e 1 metro de comprimento.

Missão cumprida.

Destaques gastronômicos

1. Masterchef no Aquário

O Klippfiskakademiet (Academia do Bacalhau) não é só um lugar para comer, mas para aprender a preparar o peixe mais famoso da Noruega. Na primeira parte, o chef Mindor Klauset explica os diferentes preparos do bacalhau e ensina técnicas para dessalgar enquanto serve amostras preparadas na hora. Na segunda parte, é hora de botar a mão na massa – nosso grupo foi dividido em dois, cada um com uma receita diferente de bacalhau (assistentes dão uma ajudinha). Diversão garantida. Programação em klippfiskakademiet.no (você vai precisar da ajuda do Google Tradutor).

2. Restaurante isolado 

Para chegar ao Skotholmen, só de barco. O restaurante refinado, comandado pelo chef Magnus Bergseth, fica em uma ilhota em Fosnavaag, a 2h de Alesund. É preciso se programar para chegar no horário dos barcos que levam e buscam os clientes (fazer reserva é essencial). Ingredientes locais são preparados com muito esmero – e o cardápio muda constantemente. O menu com três pratos custa 585 coroas (R$ 250). 

3. Sashimi de bacalhau

De frente para o mar, o Zuuma, no centro de Alesund, não é um restaurante japonês clássico. Combinados a ingredientes da Noruega, os pratos orientais ganham uma versão elegante e saborosa – caso do sashimi de bacalhau. Combinados desde 235 coroas (R$ 89).

Antes de ir

Como chegar

Não há voos diretos do Brasil para a Noruega. Lá, considere alugar carro: as estradas são ótimas e bem sinalizadas. 

 

Melhor época

No verão, para curtir os fiordes; no inverno, para ver a aurora boreal. O verão pode ter temperaturas baixas – leve gorro, luva e um bom casaco.

 

Site: visitnorway.com.br.

VIAGEM A CONVITE DO VISIT NORWAY E DO CONSELHO NORUEGUÊS DA PESCA.

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Adriana Moreira, Oslo

03 Abril 2018 | 04h50

Oslo está em transformação. O horizonte da capital a cada dia ganha novos edifícios – residenciais e comerciais – que parecem participar de uma silenciosa competição de design e arquitetura. Essa transformação é ainda mais evidente na região central, onde o prédio da Ópera de Oslo se destaca. Erguida há dez anos, a casa parece surgir das águas do Oslofjord. No verão, os noruegueses aproveitam para se banhar ali, enquanto aproveitam para se refestelar ao sol. Na área externa, é possível ainda caminhar pela longa rampa até o teto e ter uma vista panorâmica da cidade.

A principal novidade na região, contudo, tem previsão para ser inaugurada apenas em 2020. O novo Museu Munch – chamado de Lambda – ficará em um edifício envidraçado de 12 andares onde serão armazenados cerca de 28 mil itens (entre desenhos, pinturas e rascunhos, fotografias) relacionados ao pintor norueguês Edvard Munch.

Embora o design da obra tenha levantado muitas polêmicas na capital norueguesa, faz sentido reservar um espaço nobre para o pintor mais famoso do país. O atual Museu Munch (entrada 120 coroas ou R$ 50) é pequeno e não impressiona muito. A obra mais conhecida de Munch, O Grito, tampouco está ali: ela pode ser vista na National Gallery, que guarda a maior coleção de pinturas, desenhos e esculturas do país. Entrada a 100 coroas (R$ 42). 

Outra área que se destaca pela arquitetura é o bairro Tjuvholmen, de edifícios comerciais e residenciais planejados por 20 arquitetos e também point de bares e restaurantes elegantes. Um deles é o Tjuvholmen Sjomagasinet, especializado em pescados e frutos do mar. O menu com quatro pratos (que muda sazonalmente) custa a partir de 685 coroas (R$ 290). Antes do jantar, se quiser dar uma olhada na região do alto, o The Sneak Peak é um elevador de vidro de 54 metros de altura. Para subir, paga-se 20 coroas (R$ 8). 

Apesar da opulência, a refeição no Sjomagasinet não foi a que mais impressionou na capital. Com atendimento simpático e receitas bem temperadas, o Sanguine Brasserie, dentro da Ópera de Oslo, tem pratos principais a partir de 285 coroas (R$ 120). Faça reserva.

Quem também conquistou com pratos simples, mas cheios de sabor, foi o Vulkan Fisk, misto de restaurante e peixaria localizado no Mathallen Oslo. Vá para almoçar: a sopa com mexilhões, salmão e bacalhau (184 coroas ou R$ 77), servida em diferentes versões ao longo da viagem, foi a mais memorável. Há ainda porções de camarões, ostras frescas e pratos quentes, mas os caranguejos gigantes (425 coroas ou R$ 179) e as lagostas (950 coroas ou R$ 400 o quilo) estão entre os pratos mais pedidos – e cobiçados. Pelo mercado, há outras opções de refeições, doces e drinques. 

Depois do almoço, aproveite para andar pelo bairro, que tem um ar ligeiramente hipster, com obras de arte e grafite nos muros, bares e casas noturnas. 

Transporte

A modernidade da capital de 660 mil habitantes também se faz notar em sua eficiente rede de transportes. Há trem diretamente do aeroporto para o centro, onde se desembarca em uma estação que mais parece um shopping center, com amplas opções gastronômicas de qualidade. O percurso, de 47 quilômetros, leva cerca de 20 minutos e custa 190 coroas (R$ 80).

A tarifa não está incluída no Oslo Pass, que dá direito a usar a rede de transporte da cidade por 24, 48 ou 72 horas, além de entrada em 30 atrações. O passe inclui o ferry para Bygodoy, a Península dos Museus, e ingresso para pontos importantes como o Parque Vigeland, o Museu do Barco Viking, o Museu Munch e a National Gallery. A partir de 395 coroas (R$ 166). Para quem prefere pedalar, a cidade conta com bicicletas compartilhadas entre abril e novembro. São 200 estações pela cidade, que é bem amigável para ciclistas. O passe de um dia custa 49 coroas (R$ 20).

Esqui na metrópole

Localizada em meio a um fiorde, o Oslofjord, a capital tem montanhas onde seus moradores costumam praticar esportes de neve. Além de museus, a área de Bygodoy conta com uma rampa de salto com esqui. Chamada de Holmenkollen, ela é palco de competições, shows e eventos. Na parte baixa, um museu conta a história do esqui. 

Arte e história na capital

Parque Vigeland

Não se trata apenas de um parque de esculturas. O Vigeland – que leva o nome do autor das obras e idealizador do espaço, Gustav Vigeland – está repleto de história, simbologia e observação do comportamento humano, contando a história do homem do nascimento à morte. São mais de 200 esculturas feitas em granito, bronze e ferro, a maioria delas distribuída no eixo principal. Embora a entrada no parque seja grátis (paga-se apenas para entrar no museu, 80 coroas ou R$ 33), vale a pena pegar um tour guiado para entender as nuances de cada obra e como a distribuição delas foi pensada para contar uma história. O parque público já existia desde 1924, mas as obras foram sendo colocadas entre 1939 e 1949. Destaque para a fonte e para a Roda da Vida. 

Viking 

Para entender um pouco mais sobre o povo que dominou a região ao longo de 250 anos por volta do século 9º, vá ao Museu do Barco Viking. São apenas três barcos, que impressionam pelo grau de preservação que foram encontrados nas escavações e pelos detalhes dos ornamentos. A entrada custa 100 coroas (R$ 42).

Prefeitura

No centro de Oslo, a prefeitura tem entrada livre e é um programa turístico tradicional por causa de seus belos murais feitos por artistas noruegueses entre 1900 e 1950. De 1º de junho a 16 de julho, há tours gratuitos às 10h, meio-dia e 14h. Aproveite ainda para curtir o centro – há tours gratuitos no verão. Confira: freetouroslo.com

 

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Adriana Moreira, Alesund

03 Abril 2018 | 04h40

A impressão que se tinha é que, à exceção de nosso hotel, não havia mais nada ali por perto. Carros raramente passavam pela estrada às margens do Nordfjord, em Loen, aumentando ainda mais a sensação de isolamento e tranquilidade

A poucos metros do Hotel Alexandra, onde nos hospedamos, o Loen Skylift (390 coroas ou R$ 164) era a prova de que não estávamos tão isolados assim. Inaugurado há quase um ano, o teleférico que leva ao alto do Monte Hoven, a 1.011 metros de altitude, revela que estamos em uma área turística. Bastam cinco minutos para chegar ao mirante e, de lá, partir para atividades ao ar livre. No inverno, os noruegueses aproveitam as montanhas para esquiar; no verão, para trekking

O céu estava limpo e nos proporcionou uma panorâmica completa, avistando os glaciares do Parque Nacional Jostedalsbreen. A trilha mais curta, de 2 quilômetros, revela pequenos lagos formados pelo degelo e uma vegetação rasteira e delicada. 

Além do contato com a natureza, o restaurante no alto do mirante é uma atração à parte. Ali, demos uma pausa no bacalhau para se deliciar com a especialidade da casa: suculentos hambúrgueres em pão caseiro, acompanhado de batatas fritas. Só o preço não é tão gostoso assim: 230 coroas (R$ 97).

De volta ao Alexandra, o spa foi fundamental para nos recuperarmos do vento gelado do alto da montanha. As diárias custam a partir de 3.100 coroas (R$ 1.300) o casal, com meia pensão e acesso às piscinas do spa.

No dia seguinte, pela manhã, quando saímos rumo a Geiranger, a paisagem havia se transformado. As nuvens estavam bem baixas, e emolduravam a montanha criando um espetáculo memorável. 

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Adriana Moreira, Alesund

03 Abril 2018 | 04h30

Vento frio, depois chuva, seguida por sol e, de quebra, um arco-íris. O clima parecia mudar a cada dez minutos no cruzeiro pelo Geiranger, um dos mais famosos fiordes da Noruega, que integra a lista de patrimônios da humanidade da Unesco. O ponto de partida é o vilarejo de mesmo nome, onde vivem apenas 300 pessoas. No inverno, a região fica isolada pela neve – e seus moradores se mudam para outras vilas próximas. Afinal, tudo ali gira em torno do turismo

Caso do Westeras, misto de restaurante, hotel e fazenda familiar localizado na encosta do fiorde, que só funciona entre maio e setembro. Não se deixe enganar pelo ambiente simples do antigo celeiro que abriga o restaurante: os pratos preparados ali por Iris Westeras, uma das donas do estabelecimento, foram os melhores de toda viagem. Além do queijo de cabra, produzido no local, vegetais frescos, carnes e pescados são as estrelas do menu. Espere gastar cerca de R$ 150 por uma refeição completa. Vale a pena: além dos sabores inesquecíveis, a vista para o fiorde é espetacular.

Souvenirs e mais 

O que poderíamos chamar de “centrinho” fica próximo ao porto de embarque dos cruzeiros turísticos, com lojas de lembrancinhas, pequenos restaurantes e uma chocolateria que ganhou fama e premiações internacionais por causa de seus sabores únicos. A Fjordanaer Geirander Sjokolade oferece tabletes delicados, recheados com cerveja ou com o tradicional queijo norueguês, o brown cheese. O proprietário, o suíço Bengt Dahlberg, largou a profissão de fisioterapeuta para se dedicar à sua paixão pelo chocolate. 

O fiorde

Distrações à parte, o real motivo de se deslocar até Geiranger, a três horas de carro de Alesund, é mesmo o fiorde. Para os amantes das trilhas, há muitas pelas montanhas escarpadas que proporcionam uma vista panorâmica da paisagem. 

Se você não tem tempo (ou pernas) para isso, os cruzeiros, são suficientes para deixar qualquer um boquiaberto. As encostas verdejantes refletem nas águas calmas dos fiordes, para onde correm cachoeiras de diversos tamanhos. Um passeio de pura placidez e contemplação – a cada curva, um suspiro.

São várias saídas ao longo do dia, com passeios que duram, em média, 1h30. O percurso tem 16 quilômetros, e funciona no estilo dos ônibus turísticos hop on/hop off: você regula o idioma desejado no fone de ouvido, e uma gravação vai contando a história e apontando os destaques do tour. Custa 350 coroas (R$ 149) por pessoa. Reserve em bit.ly/naviofiorde.

Termas

Mesmo sendo verão, as temperaturas na região serão baixas, sobretudo à noite. O que não impede turistas de curtirem as piscinas térmicas externas, como as do Hotel Union, com vista para o fiorde. O spa é uma atração por si, com tratamentos variados – há duchas especiais com aromas e temperaturas diferentes, massagem para os pés, sauna e espaço de relaxamento. A partir de 450 coroas (R$ 190). Hóspedes têm direito à piscina e, dependendo da suíte, a algumas áreas exclusivas do spa. Diárias a partir de 1.230 coroas (R$ 520) por pessoa em quarto duplo, com café da manhã. O hotel fica próximo à Fossevandring, cachoeira acessível por um caminho de 327 degraus, repleto de frutas silvestres. Do alto, mais uma oportunidade de fotografar o Geiranger de outro ângulo.

Do alto

E por falar em fotografar o Geiranger do alto, subir ao Dalsnibba , mirante a 1.500 metros de altitude, é algo inesquecível. O caminho por si só é uma atração, que revela uma paisagem diferente a cada curva. Em pleno verão, a neve se acumulava em trechos menos ensolarados, avisando que um bom casaco é item fundamental para se aventurar por aqueles lados. Por isso mesmo, a estrada fica fechada no inverno.

No mirante, há apenas um pequeno café, com uma loja de souvenirs. Afinal, tudo o que você precisa ver está do lado de fora. Se for com carro alugado, pagará 140 coroas (R$ 59) de pedágio para entrar na área do mirante. 

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