À noite, a pedida é acampar

Áreas têm boa estrutura, mas nada de água aquecida

Nívea Terumi, O Estado de S.Paulo

10 Novembro 2009 | 01h52

Nos Estados Unidos, faça como os americanos: acampe em Yellowstone. A prática é levada tão a sério por lá que você se sentirá constrangido em contar para alguém que foi ao parque e dormiu em uma cama fofinha, com direito a ducha quente.

 

São 12 locais especiais para acampar (os campgrounds) espalhados ao longo dos quase 250 quilômetros de estrada pavimentada em forma de "oito", a chamada Grand Loop Road. As diárias variam de US$ 12 a US$ 36, e dão o direito a um espaço com estacionamento para um carro e até duas tendas, com no máximo quatro pessoas no total. Mas é preciso antecedência nas reservas: no verão, a concorrência é acirradíssima.

 

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Todos os acampamentos têm banheiros com encanamento, água corrente (fria) e caixa especial para estocar alimentos (assim como as latas de lixo, elas são feitas para manter os ursos afastados). Mas a comodidade tem limite. Mesmo no verão, faz muito frio lá em cima. As partes mais altas continuam congeladas, o que faz alguns lugares parecerem uma geladeira aberta quando o sol começa a fraquejar. Ou seja: tem de levar casaco, cobertor, meia, gorro.... Melhor pecar pelo excesso.

Para aqueles que acham que uma semana sem tomar banho é uma experiência natural demais, há chuveiros quentes e limpinhos em alguns dos campings a US$ 3,25. Tem até lavanderia e farmácia com produtos básicos.

No mais, é curtir a estada. A segurança do lugar é garantida pelos guardas florestais, que fazem ronda durante toda a noite pelos acampamentos. Mas eles avisam: não leve nada para dentro da barraca além de seu travesseiro. Os ursos sentem o cheiro até mesmo de batons e cremes hidratantes, e podem querer fazer uma visita no meio da noite. Medidas tomadas, é dormir ao som da lenha estalando nas fogueiras lá fora - e ignorar os uivos de arrepiar dos lobos cinzentos.

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