A pequena Quebec, onde tudo começou

Patrimônio da Unesco, cidade faz você pensar que está em outro país, entre ruas charmosas, monumentos preservados e lembranças da origem francesa

Nathalia Molina / TORONTO ESPECIAL PARA O ESTADO, O Estado de S.Paulo

05 Outubro 2010 | 02h30

 

 

 

 

A Província de Quebec chama de parques nacionais suas áreas protegidas, tem uma Assembleia Nacional e fala predominantemente francês. A região parece mesmo um outro país. Essa impressão ganha um certo ar de realidade quando se chega à capital, a pequena Quebec.

Patrimônio mundial da Unesco desde 1985, é a única cidade murada na América do Norte acima do México. Tem ruas charmosas, construções preservadas e monumentos históricos. Foi aqui que tudo começou. Em 1608, Samuel de Champlain fundou a cidade. Uma estátua do francês guarda Quebec do alto, bem na frente do Fairmont Le Château Frontenac, hotel com jeito de castelo, sempre nas fotos locais. Dali, do Terrasse Dufferin, tem-se a bela vista do Rio São Lourenço.

Explore a cidade a pé e descubra cantinhos como a Rue du Trésor, viela onde artistas plásticos expõem. Pare para comer, entre e saia de lojas, sem pressa. A Rue Saint-Jean concentra o comércio, além de cafés e restaurantes. Não estranhe se tiver vontade de comprar um enfeite de Natal. O fim do ano pode estar um pouco longe, mas a magia de Quebec reduz o fato a detalhe.

Siga descendo em direção ao Quartier Petit-Champlain, área próxima ao porto. Butiques, galerias e restaurantes enchem as ruas de turistas. A Place-Royale fica no lugar onde Champlain se estabeleceu, dando origem à Nova França. A Église Notre-Dame des Victoires, construída em 1688, é toda de pedra. Para voltar ao topo da cidade, poupe os pés e gaste a vista: pegue o funicular.

De tão bonita, Quebec nem precisava de atrações convencionais, dessas que você se programa para visitar, mas tem. Uma das melhores é a Citadelle, fortificação em formato de estrela, erguida pelos britânicos em 1832. No verão, todo dia às 10 horas, há a troca da guarda.

Museu. Outro programa interessante é o Musée de la Civilisation . Na exposição Riff, em cartaz até março, tecnologia e interatividade ajudam a mostrar a influência da África nos ritmos das Américas. Com o fone, você ouve a guitarra de Jimi Hendrix soar assim que se aproxima para vê-la exposta.

Entre as permanentes, Le Temps des Québécois conta a história da província. Para ilustrar os principais fatos, foram usados 500 itens, como móveis e armas. Estações reproduzem as falas de personagens marcantes. Depois de uns dias na província e dessa incursão ao passado, você vai entender por que Quebec se sente outro país.

 

 

 

 

 

 

                                                                                                                                                        

 
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O QUE LEVAR

Quilos a menos

Coma, sem culpa, poutine e tortas de frutas do bosque

Uma mala pequena

Se for dormir no trem, leve só o necessário para cabine

 

O QUE TRAZER

Alce, urso ou folha

Quase todo souvenir do país tem invariavelmente uma das figuras

Boa impressão

A simpatia dos canadenses torna a viagem mais agradável

 

 

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