Adriana Moreira/Estadão
Adriana Moreira/Estadão

À primeira vista

O dia amanheceu claro, com o céu pontilhado de balões coloridos. Quando o clima ajuda, é assim que começa um fim de semana tradicional em Melbourne. Barcos e canoas cruzam o Rio Yarra, num cenário de pura contemplação.

ADRIANA MOREIRA / MELBOURNE , O Estado de S.Paulo

05 Março 2013 | 02h33

A segunda maior cidade australiana não tem a Opera House. Nem o ritmo frenético de Sydney, o centro urbano mais conhecido dos turistas. Mas se mostra vibrante, com uma cena gastronômica respeitada, vida cultural intensa, noite animada. Bela, sem ser óbvia. E também porta de entrada para explorar a natureza exuberante do Estado de Victoria.

Para entender bem essa instigante metrópole, uma boa opção é embarcar no Visitor Shuttle, ônibus gratuito estilo hop on/hop of. Há um a cada 30 minutos, das 9h30 às 16h30, que para em 13 pontos. O principal (e mais concorrido) deles é a Federation Square, onde tudo acontece. Os turistas estão sempre lá, seja em razão do Centro de Visitantes ou dos tours temáticos que fazem do lugar um ponto de encontro.

Os locais, no entanto, também frequentam a praça. Além do Ian Potter Centre - um prédio com design moderno dedicado às artes do país - o Rio Yarra, com bares e restaurantes nas margens, está a uma caminhada curta, assim como a estação Melbourne Central. É também na Federation Square que são realizados eventos, festas temáticas, feiras. Às quintas-feiras, por exemplo, há sempre uma atividade especial depois das 18 horas. Confira a programação no fedsquare.com.

Mas voltemos ao ônibus. O ideal é começar o tour pela manhã para poder explorar os pontos de parada com calma. E decidir, por exemplo, se você prefere almoçar nos bistrozinhos simpáticos da Lygon Street, coração da comunidade italiana na cidade (mas que também tem muito fast-food asiático), em Chinatown ou nas Docklands - área repleta de bares e restaurantes descolados em Victoria Harbour.

Outra maneira divertida de conhecer a cidade, especialmente em um fim de semana ensolarado, é pedalando. O sistema de compartilhamento de bicicletas se mostra bastante eficiente, com 50 estações disponíveis.

Basta escolher o plano - a assinatura diária custa 2,60 dólares australianos (AUD) ou R$ 5, e a primeira meia hora é grátis. Mas dá para curtir o dia inteiro e pagar apenas a tarifa inicial. O truque é devolver a magrela a cada meia hora - depois de dois minutinhos já dá para sair pedalando de novo sem pagar nada a mais. Como você vai querer parar para tirar fotos (e há estações por todos os lados), não se trata de uma missão complexa.

Mesmo para quem não tem o hábito de pedalar nas ruas, vale fazer a inscrição. Andar de bicicleta às margens do Rio Yarra é uma delícia e você pode ir no seu ritmo, parando quantas vezes achar necessário. Seja para deitar na grama em um dia de sol, para fotografar os grafites e obras de arte do caminho, para umas comprinhas no shopping (sim, há até shopping à beira-rio) ou para tomar uma cervejinha ao pôr do sol. E, perceber, assim, que basta um dia para se apaixonar pela cidade.

*No capítulo anterior No dia 26 de fevereiro enfocamos o norte do país. Leia: tinyurl.com/aus2013

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