A renascida Magazine St. é puro agito

Rua de New Orleans resistiu ao Katrina e hoje é endereço badalado

Kathryn Jezer, The New York Times

17 Março 2009 | 02h13

Era uma tarde úmida em New Orleans. As lojas da Magazine Street funcionavam além de seu horário e distribuíam vinho por causa da feira Art for Art's Sake (Arte para o Bem da Arte, em tradução livre). Músicos tocavam nas esquinas, jovens e cachorros abriam caminho na multidão. Parecia de comum acordo fingir que nunca nenhum desastre atingiu a cidade.

 

Butiques de novos estilistas e restaurantes substituíram as casa de veraneio às marges do Rio Mississipi

Ou pelo menos a Magazine Street, que lutou contra a força da destruição. Antes repleta de casas de veraneio e saloons, essa movimentada rua em Uptown está às margens do Rio Mississippi e foi uma das únicas vias a ter estabelecimentos funcionando nos meses que sucederam a passagem do furacão Katrina, em agosto de 2005.

Ao longo dos três anos e meio de reconstrução, a Magazine Street se destacou pela quantidade de novas butiques, que testam conceitos e homenageiam a área antiga de New Orleans. Entre os que decidiram apostar na região está a Dirty Coast, aberta logo depois da passagem do furacão pelo designer Blake Haney e pelo empresário Patrick Brower. A marca registrada da grife são as camisetas com frases divertidas, como "Não é bonito ser fácil", que viraram mania local. Hoje, ela ocupa uma casa na badalada rua e vende, além das camisetas, roupas de novos estilistas.

Mais peças singulares, vendidas só em New Orleans, estão também nas araras da Trashy Diva, butique retrô com muitos seguidores - como os festeiros mais glamourosos da cidade. A estilista da grife, Candide Gwinn, é famosa pelos vestidos inspirados nos anos 1940 e 1950. Os preços variam de US$ 95 (R$ 219) a US$ 350 (R$ 810).

Majestosos casarões compõem o cenário da Magazine Street. Em um deles funciona o Terrell House Bed & Breakfast, uma das poucas hospedagens da área, com quartos por a partir de US$ 140 (R$ 324). O prédio do hotel, assim como a carruagem exposta ali, datam de 1854. A propriedade é decorada com antiguidades.

Outros sabores

Restaurantes notáveis foram inaugurados em alguns dos sobrados de madeira de estilo vitoriano. Um excelente recém-chegado é o Baru. Especializada em comida latina, a casa foi aberta em 2007, no lugar de uma mercearia. Na calçada, onde homens sentavam para relaxar depois do trabalho, hoje estão placas que anunciam empanadas e tartar de atum. O chef e dono do local, Edgar Caro, serve ainda carne assada, ceviche e carne de porco à cubana. Os pratos custam entre US$ 18 (R$ 41) e US$ 26 (R$ 60).

Mais adiante, a La Divina Gelateria vende sorbet e gelatto caseiros feitos só com ingredientes de South Louisiana. Os proprietários, Katrina e Carmelo Turillo, abriram o negócio em 2007, comprometidos em usar produtos locais.

linkDirty Coast: 5.704 Magazine St; www.dirtycoast.com

linkTrashy Diva: no 2.048 da mesma rua; www.trashydiva.com

linkTerrell House Bed & Breakfast: no 1.441; www.terrellhouse.com

linkBaru: na altura do 3.700

linkLa Divina Gelateria: no 3.005; www.ladivinagelateria.com

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