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Acampamento terá aulas de programação

Baseada em modelo bem conhecido no exterior, proposta é criar desafios e incentivar adolescentes a programar games e aplicativos – tudo entre brincadeiras e mergulhos na piscina

Guilherme Mendes / Especial para o Estado, O Estado de S. Paulo

20 Dezembro 2016 | 04h40

Para uma geração que não sabe o que é a vida sem internet, aplicativos e gadgets, a natureza é uma exceção. Talvez seja por isso que, no E-Camp, vale o ditado “se não pode vencê-los, una-se a eles”. Inspirado em propostas já bem consolidadas no exterior, o acampamento de férias vai misturar atividades ao ar livre, como é o hábito nesse tipo de viagem para crianças e adolescentes, e aulas com noções básicas de programação. 

O E-Camp ocorrerá no mês de janeiro, de 16 a 22, em uma das unidades do acampamento NR (nr.com.br/nr2), na cidade mineira de Sapucaí-Mirim, a cerca de 50 km de Campos do Jordão. A ideia é que os adolescentes de 11 a 16 anos aprendam a criar um aplicativo simples. E que façam isso sem abrir mão das brincadeiras ao ar livre. 

Para Daniel Cleffi, que dirige a MadCode, escola de programação, games e aplicativos que idealizou o projeto, os jovens terão, sim, oportunidade de curtir a natureza. “Eles não deixarão de fazer atividades, como tomar sol na piscina”, diz. Ao mesmo tempo, a criatividade deles será direcionada para a busca de soluções em situações cotidianas, algo que já existe nos currículos escolares de países como Inglaterra, Estônia e Austrália. 

Durante os sete dias de acampamento, os adolescentes terão aulas de desenvolvimento de aplicativos e linguagens de programação, e deverão usar a criatividade para propor produtos úteis. As brincadeiras ao ar livre também serão incentivadas com ajuda da tecnologia: um game de caça ao tesouro ao estilo de Pokémon Go em que, para destravar a próxima fase, o jogador terá de estar em um ponto específico do mapa do acampamento e resolver um desafio de lógica ou programação. 

Fora do Brasil, projetos chamados de alfabetização digital, que ensinam programação a crianças, contam com patrocinadores e apoiadores de peso, como o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, a ganhadora do prêmio Nobel da Paz Malala Yousafzai e o criador do Facebook, Mark Zuckerberg. Um representante da rede social, inclusive, dará uma palestra no E-camp.

Ao fim de uma semana, os participantes apresentarão seu aplicativo a uma banca, que escolherá a equipe campeã. O objetivo é que, ao voltar para casa, meninas e meninos se relacionem melhor tanto com a tecnologia quanto com a natureza. O pacote custa R$ 3.042, e está à venda no site do Ecamp

Outras ideias. Em São Bento do Sapucaí, a 200 quilômetros de São Paulo, a temporada do acampamento Paiol Grande terá presença dos youtubers Malena Nunes e Young Lee, com pacotes desde R$ 1.635. Já no Jully Camp (R$ 1.860; jullycamp.com) e no Sítio do Carroção (R$ 4.379; carrocao.com), ambos em Tatuí, a 130 quilômetros da capital paulista, a proposta é mesmo brincar na natureza, bem longe dos gadgets e do clima da vida urbana.

PELO MUNDO

Austrália -  O Code Camp já levou mais de 10 mil crianças de 2 a 7 anos para aprender linguagem de programação em seis cidades australianas. Programas custam a partir de 230 dólares australianos (R$ 575) por dois dias.

 

Canadá - Para jovens de 12 a 16 anos, o Arcane Code Camp inclui 8 semanas de aulas sobre Java, HTML e outras linguagens. Desde 250 dólares canadenses (R$ 633)

 

Reino Unido - O TechCamp oferece em seu site diversas opções de curso – desde acampamentos de apenas um dia até programas de uma semana (cujo valor mínimo fica entre 500 e 595 libras, R$ 2.108 a R$ 2.508) onde crianças a partir de 10 anos podem aprender a programar desde games simples até bugigangas como pequenos robôs e um drone.

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