Admirados e em silêncio , contemplamos o Glaciar Pia

Para alcançar nosso primeiro glaciar, o Pia, navegamos pelo canal mais estreito de toda viagem. O canal Gabriela soma apenas 120 metros de um paredão de montanhas ao outro, o que faz o navio balançar um pouco mais que em qualquer outro trecho da viagem. Mas nada que provoque enjoo ou tombos.

O Estado de S.Paulo

08 Novembro 2011 | 03h08

As águas ficam mais calmas quando alcançamos o fiorde que dá nome ao glaciar. Tão calmas e lisas que refletem as montanhas como se fossem um espelho. E logo o paredão de gelo surge entre as árvores.

Em mais um desembarque impressionantemente seguro e bem organizado, chegamos de bote em frente ao Pia, uma enormidade de gelo de quase 80 metros de altura.

Conseguimos ficar razoavelmente perto da geleira. Uma cena grandiosa. Primeiro a praia se enche do som das exclamações em vários idiomas. Em seguida, o silêncio começa a tomar conta da atmosfera: é hora de meditar, apenas olhar, pensar, olhar de novo, refletir. Alguém sugere alguns minutos de completo silêncio - e isso faz todo o sentido. Silêncio que é quebrado pelo estrondo repentino de parte da massa gelada que se desprende do bloco. Pedaços brancos caem sobre a água, para depois boiarem até a beira da praia.

Do alto de um morro, a cinco minutos de caminhada, uma visão panorâmica do glaciar emoldurada pelo verde das árvores. Ao fundo, outro ângulo da Cordilheira Darwin. Imagem que vai demorar para sair da lembrança. / PAULO SALDAÑA

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