Ainda mais vibrante, Recife investe em música e artesanato Jogos na cidade

A natural empolgação pernambucana nunca encontrou tantos argumentos para contagiar quem visita Recife como agora. A capital está renovada e ainda mais vibrante. Tem a ver com futebol também, mas vai além: a recuperação da zona portuária trouxe novas atrações ao já rico cardápio turístico da cidade. O frevo ganhou um centro cultural cheio de estilo e o novo estádio, que fica na região metropolitana, incentivou melhorias - ainda tímidas, é verdade - na mobilidade urbana.

FÁBIO VENDRAME , ESPECIAL PARA O ESTADO, O Estado de S.Paulo

16 Maio 2013 | 02h12

Dentro de campo, as seleções de Espanha, Itália, Uruguai, Japão e Taiti disputam os três jogos que a cidade vai receber na Copa das Confederações, todos na primeira fase. Fora do modernoso estádio pernambucano, os turistas desfrutam de Boa Viagem e do centro histórico, além de encontrar restaurantes especializados nas receitas regionais - há também boa oferta gastronômica contemporânea.

O calçadão de Boa Viagem é convite permanente para caminhar e pedalar. A praia está ali, com sua extensa faixa de areia e avisos sobre o perigo dos tubarões. Quanto a isso, é bom que se saiba, basta não se meter a besta e nunca ir além da barreira de recifes. Do outro lado da avenida, no Segundo Jardim, bares servem bebidas e petiscos. Ainda à beira-mar, a mancha verde do Parque Dona Lindu tem a mão de Oscar Niemeyer e esculturas de Abelardo da Hora.

A história da cidade litorânea costurada pelo Capibaribe e unida por pontes concentra-se no Recife Antigo. A herança holandesa resiste ali. Construções históricas misturam-se a novas atrações, como o Paço do Frevo, centro dedicado ao alucinante ritmo pernambucano.

Na Rua do Bom Jesus, antiga Rua dos Judeus, está a mais tradicional sinagoga das Américas e a Torre Malakoff, com vista panorâmica dos arredores. É também o endereço da Embaixada dos Bonecos Gigantes, um casarão onde ficam guardados os famosos personagens que sobem e descem as ladeiras da vizinha Olinda no carnaval.

A um pulo dali o Marco Zero vira palco de atividades culturais, muitas delas gratuitas. Sempre há exposições sobre temas variados em cartaz e mostras de cinema.

Também pertinho fica a zona portuária, cujo processo de revitalização resultou no Centro de Artesanato de Pernambuco, com milhares de artigos típicos do Estado. Há também restaurante e cafeteria instalados no local, além de um auditório.

Ainda na região central, o bairro de Santo Antônio mostra-se em meio a casas coloniais, conventos e templos religiosos. No coração, desponta o Pátio de São Pedro, endereço de uma catedral barroca e também do legado de Chico Science, poeta da lama e do caos, pai do manguebeat. Ali ao lado fica o Memorial Luiz Gonzaga, o rei do baião.

Reserve tempo no roteiro para esticar até o bairro da Várzea, onde estão o Instituto Ricardo Brennand e a Oficina de Cerâmica Francisco Brennand, com pinturas, esculturas e painéis azulejados, além do belo jardim idealizado por Burle Marx.

E tampouco perca a chance de escapar até Olinda, a 10 quilômetros de Recife. Seu conjunto arquitetônico sem igual e a exuberante vista do Alto da Sé fazem qualquer um entender o porquê de seu nome.

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