Algumas perguntas bem pessoais

Algumas perguntas bem pessoais

Em busca de um pouco de paz depois de sua maratona em terras continentais do Chile, nosso solerte viajante resolveu buscar a Ilha de Páscoa para relaxar, caminhar, trocar "olhares enigmáticos" com os moais e saborear a famosa lagosta do La Taverne du Pêcheur, que, em suas palavras, "apesar de pertencer a um francês, é um restaurante muito confiável". Do meio do Pacífico, mr. Miles cumprimenta a equipe do Estadão pela "bem dosada reforma gráfica que, sobretudo, conservou sua elegância sem desfalcar o conteúdo". Com tempo livre na agenda, nosso correspondente aproveitou para responder a pequenas perguntas pessoais que intrigam seus admiradores. Aqui estão elas:

Mr. Miles, O Estado de S.Paulo

23 Março 2010 | 02h53

O senhor se lembra de sua primeira viagem? Para onde foi?

Sarita Lowing, por e-mail

"Of course, my dear. Fui levado por minha mãe para visitar a saudosa tia Henriette, que nos fez um jantar de sabor controvertido em Chelmsford, no Condado de Essex."

Desde quando o senhor se tornou um viajante compulsivo?

João Hermes Santini, por e-mail

"Compulsivo is almost a disease, isn"t it? Prefiro apaixonado. Well, tudo começou com a herança de uma longínqua contraparente, que me tornou rico. Decidi, therefore, viajar pelo mundo e me encantei com a experiência. Unfortunately, em poucos anos não sobrou um vintém. Mas, àquela altura, eu já era sócio-remido de programas de milhagem e, thank God, tinha amigos e afilhados ao redor do mundo - o que me permitiu seguir em minhas andanças."

Desculpe-me a indiscrição, mas quantos anos o senhor tem?

Soraia Cury Abdo, por e-mail

"Tenho a idade adequada, darling. Não tão jovem para ter espinhas, nem tão velho para ter prudência."

Pelo que leio ao pé da coluna, o senhor só visitou 60% dos países do mundo. Quando pretende ir a todos eles?   Diogo Tenni Alburquerque, por e-mail

"Well, Diogo, esta contabilidade é aleatória. Não coloco marcas num mapa-múndi. Se bem me lembro, fiz a contagem nos anos 1960, a pedido de uma repórter do San Francisco Chronicle - e só porque ela era especialmente atraente. Depois, jamais a atualizei."

Quantos passaportes o senhor já preencheu?

André Marques, por e-mail

"Não sei ao certo. Sempre que chego a 24 avulsos, levo-os a um ótimo encadernador em Aleppo, na Síria. Os diversos tomos vão se acumulando em minha prateleira, mas jamais me recordo de contá-los."

Quantas línguas o senhor fala? Ou o inglês lhe basta?

Mariana Zanin Chaves, por e-mail

"Well, esse é outro de meus prazeres. Quando não estou estudando idiomas, aproveito para ler dicionários. Falo, com fluência, 42 idiomas. Sem fluência, outros 37, inclusive o português, que preciso aperfeiçoar. Meu velho amigo Houaiss vivia dizendo: "Miles, seu vocabulário é muito precário"."

Miles é sobrenome por parte de pai ou de mãe? Aliás, não é muita coincidência um homem tão viajado ter um sobrenome tão ligado ao tema?

Camilla Santana, por e-mail

"Meu nome é uma orgulhosa herança de meu pai, mr. Paddington Sinclair Miles. Quanto à segunda parte da pergunta, conheço um famoso urologista em Londres chamado Johnson Dick. And so what?"

* É o homem mais viajado do mundo. Esteve em 132 países e 7 territórios ultramarinos

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