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Altas (e velozes) emoções e um show africano para animar

O guepardo passa a toda velocidade pela savana, mas os antílopes parecem não se importar. Mais à frente, um grupo de turistas alimenta as dóceis (e sempre famintas) girafas, que não se cansam de ganhar folhas de alface fresquinhas. África? Não, Tampa, na Flórida.

TAMPA, O Estado de S.Paulo

25 Junho 2013 | 02h21

A integração das atrações surpreende no Busch Gardens. Sim, há um guepardo que pode ser visto em horários específicos. Mas quem cruza o parque inteiro é a Cheetah Hunt, montanha-russa que reproduz os movimentos do felino mais rápido do mundo.

Veja bem: fazia ao menos cinco anos que eu não botava os pés numa montanha-russa. Como me convencer a encarar três explosões de velocidade (50, 100 e 70 quilômetros por hora, nesta ordem)? Bem, fui por doses homeopáticas. Primeiro, um suave passeio em Stanley Falls, um tipo de Splash (lembra dele, no finado Playcenter?) entediante no qual a única emoção é mesmo a queda no final - com direito, claro, a um banho refrescante. Uma dose de adrenalina leve, para começar os trabalhos.

Depois, hora do tratamento de choque. Desisti de ir à Sheikra logo na chegada para analisar os riscos. Afinal, o carrinho fica parado, enquanto os corajosos encaram uma iminente queda de 90 graus. Percebi, observando lá de baixo, que na primeira fila a sensação é de cair no vazio. Na terceira, não se vê a queda. Fui convencida a ir na intermediária (mas, por mim, eu teria ido na última!).

Quer saber? Adorei. Vi que, na minha imaginação, a queda era muito pior. E me senti de volta às excursões da quinta série nas quais deixar de ir numa montanha-russa não era uma opção. Assim, cheguei à Cheetah Hunt. E descobri que ela é ótima para quem tem aflição de frio na barriga. Nada de quedas vertiginosas: a emoção está na velocidade e nos rodopios.

O passeio pela savana africana continua, mais especificamente, por Madagáscar. O show Madagascar Live! Operation: Vacation, inspirado no desenho da Dreamworks, mostra o que acontece quando Alex, Melman e sua turma saem de férias. O espetáculo, que estreou em maio, conta com os espevitados pinguins (mas não com a zebra Marty, que ficou em casa) e tem bons momentos - especialmente quando o rei-lêmure Julien entra em cena e canta I Like to Move It. Mas foca-se mais em ser um show estilo High School Musical do que propriamente nos personagens. Para as crianças pequenas, a vantagem é tirar foto com a turma toda. Eles ficam encantados.

Ok, sei que não sou o público final da atração. Mas, de minha parte, preferi o Icexploration, um show de patinação de gelo (muito além de Holiday on Ice) que traz a história de um garotinho que sai com o avô para se aventurar pelo mundo. Dispa-se de preconceitos: além de lindo, os cenários são de impressionar.

 

Com as girafas

 

De pé, sobre uma caminhonete, segurando nas laterais do veículo. É assim que vão os turistas no Serengeti Safari do Busch Gardens. Não dura mais do que meia hora e há pouco para ver além das girafas. Mas quantas oportunidades na vida você já teve de alimentar ou acariciar uma delas?

 

Espertas, elas sabem que, junto com os turistas, vêm as folhas de alface frescas. Colocam a cara em meio ao grupo, sem cerimônia. Uma verdadeira invasão – algumas chegam com seus filhotes. A língua, comprida, se estica para garantir mais uma folhinha. Áspera, como uma lixa. As câmeras, claro, trabalham sem parar.

 

Depois de uma recepção tão calorosa, ver os rinocerontes mais ao longe ou as zebras confortavelmente instaladas sob uma providencial sombra nem vai parecer tão interessante. A atração é paga à parte (US$ 19 a US$ 39, de acordo com a época do ano). /ADRIANA MOREIRA

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