Animais buscam abrigo na Ilha Magdalena para se reproduzir

Antes da última parada da expedição pelas águas da Patagônia, na Ilha Magdalena, uma orientação fundamental: quando estiver caminhando, dê a preferência aos pinguins. A pequena ilha, a poucos quilômetros de Punta Arenas, é hábitat e local escolhido para reprodução de cerca 140 mil pinguins de magalhães.

O Estado de S.Paulo

08 Novembro 2011 | 03h06

A ilha abriga gaivotas das espécies dominicana e austral, pombos antárticos e outras espécies de pássaros de peito gordo e asas longas - mas os protagonistas são mesmo os pinguins. Com a tradicional barriga branca, esta espécie tem como principal característica duas linhas negras no peito. Os machos chegam primeiro, as fêmeas os encontram em seguida. Casais monogâmicos ficam em ninhos formados em buracos na terra.

Pinguins são mesmo desastrados e desengonçados. Andam aos tropeços, caem na terra e depois pulam na água, onde nadam com desenvoltura. "Tenho vontade é de abraçar, são muito lindos", deslumbra-se a estudante chilena Rocío Rodriguez, de 21 anos, que viajava com o tio. A frase se repete durante as caminhadas pela ilha.

São tantos animais que às vezes é preciso correr deles, que têm bicos potentes. Alguns posam para as fotos como modelos, outros protagonizam cenas românticas, com beijinhos e abraços. É de amolecer o coração até dos mais durões.

Antes de deixarmos a ilha para voltar ao Stella Australis, uma cena inesquecível se desenrola diante dos nossos olhos. Um elefante marinho conseguiu capturar um pequeno pinguim e se instalou na água, a poucos metros da praia. Enquanto pássaros sobrevoavam o banquete, dezenas de pinguins apenas olhavam, assustados e imóveis. / P.S.

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