Antes ou depois, Lima

Fique em Miraflores

O Estado de S.Paulo

25 Maio 2010 | 01h57

A aparência opaca de Lima engana. Cidade do céu cor de "pança de burro", como se referem os peruanos ao eterno tom acinzentado, a capital tem um jeitão ensimesmado, mas revela-se acolhedora e entretida. Um dos melhores pontos para se fixar bairro é o boêmio e cultural de Miraflores, favorito dos romances de Mario Vargas Llosa, o mais renomado da rica escola literária peruana

Arqueologia

A capital peruana tem sítios arqueológicos escavados em meio à urbe. O mais emblemático é Huaca Pucllana (foto). Centro cerimonial da cultura lima, cujo maior assentamento ocorreu em Pachacamac, foi todo erguido com barro e adobe, em bases piramidais sem ponta. As ruínas, situadas em Miraflores, foram cortadas ao meio por uma avenida. Mantêm apenas 30% de sua construção original intacta. A entrada custa 7 soles (R$ 4,60) por pessoa.

No centro

O centro foi declarado Patrimônio da Humanidade pela Unesco em 1991. O título se deve ao fato de ter sido desenhado por Francisco Pizarro, responsável pela derrocada do Império Inca. Diz-se que o comandante se inspirou num tabuleiro de xadrez. O centro administrativo e religioso concentra-se na Plaza Mayor. A Catedral tem fachada mista porque foi três vezes construída em decorrência de terremotos. Na frente dela, uma fonte jorra pisco em datas festivas. Ao lado fica o Palácio do Governo.

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