Bruna Toni/Estadão
Bruna Toni/Estadão

Antonina: pequena cheia de charme

Sambaquis e importância histórica

O Estado de S.Paulo

28 Fevereiro 2017 | 04h55

Já era noite quando avistamos a baía de Antonina, primeira parada da viagem de catamarã pela região do Lagamar, já em águas paranaenses.

Mesmo sendo noite de sexta-feira, o pouco movimento noturno – apenas alguns jovens conversando nas calçadas – era o que se pode esperar de uma cidade de cerca de 19 mil habitantes. As ruas de paralelepípedo cercadas de construções antigas e coloridas traduzem o espírito e o charme tímido da cidade. Quem vê Antonina assim não arrisca dizer que seu porto já chegou a concorrer com o de Paranaguá na recepção de cargas durante o século passado.

Mas seu aspecto mais interessante é mesmo a existência de seus diversos sambaquis, montanhas constituídas de depósitos pré-históricos, principalmente de casas de moluscos, que indicam a presença, no passado, de agrupamentos nômades na região, como os índios carijós. 

Como nosso roteiro incluía apenas uma noite por lá – na manhã seguinte, nosso destino foi Morretes, a apenas 20 minutos de Antonina –, pudemos conhecer apenas a Igreja Matriz de Nossa Senhora do Pilar, inaugurada em 1714 no ponto mais alto de Antonina, e a Fonte da Carioca, tombada pelo Patrimônio Histórico e artístico do Paraná. Na tal fonte, até d. Pedro II fez uma pausa na caminhada para beber água fresca, isso lá no longínquo ano de 1880. 

Mas há mais para conhecer na cidade, como a Ponta do Pita, onde banhistas e pescadores se revezam, e o Pico do Paraná, já na divisa com Campina Grande (de onde se tem acesso ao local), que é o ponto mais alto do sul do Brasil, com seus 1.962 metros de altitude. 

Onde ficar: o Camboa Capela Hotel é bem charmoso. Perto dele está a também simpática Pousada das Laranjeiras

 

Como ir: há passeios da Serra Verde Express e, de Morretes, são só 20 minutos 

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